Netflix cresce no Brasil e aumenta preços de assinaturas

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Reajustes variam entre 10,05% e 21,10% e valor pode chegar a R$ 45,90

Por: Júlia Andrade e Letícia Nunes

A Netflix é conhecida mundialmente por ser uma plataforma provedora de filmes e séries via streaming, com mais de 130 milhões de assinantes e um número crescente de usuários. A empresa foi criada em 1997 e entrou no mercado com serviços de locação de filmes. Um ano depois, passou a oferecer entrega de DVDs pelo correio através de um site.

O modelo da plataforma atual teve início em 2007 e chegou ao Brasil em 2011 com o desenvolvimento inédito de um serviço que é capaz de disponibilizar milhares de conteúdos 24 horas por dia. Na plataforma, os usuários escolhem a melhor opção entre os pacotes de assinatura e podem acessar todos os títulos disponíveis em TVs conectadas, smartphones, tablets e videogames.

Confiante no sucesso da plataforma, a Netflix permite que o novo usuário acesse todo o conteúdo gratuitamente por 30 dias. Após este período, o cliente tem a opção de tornar-se assinante através de um pagamento mensal para se conectar ao material streaming.

A partir de 2013, a Netflix passou a produzir conteúdo original de grande sucesso para incluir ao seu catálogo de opções. Títulos como House of Cards, The Orange is the New Black, Stranger Things, Narcos e 13 Reasons Why ganharam destaque com recordes de visualizações. Com o resultado positivo no mercado, a Netflix garante que o conteúdo original deve continuar crescendo nos próximos anos e que os investimentos só estão começando.

Fonte: B9

Sem alterar os preços no Brasil desde 2017, a empresa anunciou reajustes nos pacotes de assinaturas entre 10,05% e 21,10% a partir de abril de 2019. As opções disponíveis incluem um plano básico que dá direito a utilização em apenas uma tela e sem HD, um plano padrão com duas telas e em HD e por último um plano premium com quatro telas ultra HD. Com as novas taxas, os valores dos planos passam a ser respectivamente R$ 21,90, R$ 32,90 e R$ 45,90.

Vitória Atik, assinante desse serviço de streaming há mais de um ano, garante que, comparado com as despesas com canais fechados, a mudança no preço dos pacotes ainda compensa . ”Acredito que o serviço da Netflix vence pelo custo-benefício, oferecendo um conteúdo vasto, a hora que eu quiser, por um preço mais acessível. Atualmente, por exemplo, minha família cancelou a assinatura dos canais de televisão. De fato fizemos uma substituição.”

Em nota à imprensa, a companhia justificou o motivo do aumento dos pacotes de assinatura no País. “Mudamos nossos preços de tempos em tempos para continuar investindo no melhor do entretenimento, além de melhorar a experiência da Netflix para nossos membros no Brasil”.

Segundo Bruno Fai, produtor de TV e crítico de cinema, apesar da crise que o país enfrenta, ainda há um espaço para aumentar esse valor e estão aproveitando esse momento. Por conta da competitividade com a TV a cabo que ainda é muito cara e também o difícil acesso ao cinema, o custo-benefício acaba prevalecendo, mesmo com o aumento.

“A facilidade da tecnologia, a questão do preço que é um valor bem mais adequado. Um ingresso de cinema hoje é 30, 40 reais. Pra você ver um filme você consegue pagar um mês de Netflix, por exemplo. Tudo isso acabou colaborando. Um sistema que deu possibilidades para população ter acesso a vários produtos de 8 a 80”, analisou Bruno.

Em pesquisa feita pelo Amdocs, empresa especializada em comunicações, mídia, finanças e empresas digitais, a Netflix está presente em 24% das residências do Brasil, sendo o principal meio de entretenimento, se configurando como uma ameaça para os canais de TV por assinatura. Apesar da baixa adesão no país, o serviço até perdeu uma parte de seus assinantes para o streaming.

“O país também nunca teve muitos assinantes de TV a cabo, justamente por conta do preço não ser acessível…Então você imagina um aplicativo que já te permite ver no celular, filmes e séries, por um preço bem adequado: em torno de 20 reais por mês, pra você ter acesso a centenas de produções. Enquanto você pagava 100/150 reais para ter acesso a alguns canais de TV pra assistir na sua TV em um único aparelho.”, comparou o produtor.

Com seu crescimento, a Netflix tem investido cada vez mais em produção própria, mas isso tem um grande custo. Para alcançar um equilíbrio, eles adotam a medida de aumentar o preço das assinaturas. É preciso ter um retorno, justamente por renderem por meio dos assinantes. São grandes investimentos em troca da maior adesão possível de seus espectadores e em determinado momento, como atualmente, há a necessidade de reajuste.

Bruno acredita que hoje a plataforma de trabalho da Netflix está muito próxima da questão de acabar com a concorrência. Eles compram todos os produtos, cobram valores irrisórios, produzem abundantemente, usam nomes fortes e tem uma reserva de mercado no conteúdo que veiculam.

De fato, a Netflix procura ao máximo buscar a exclusividade e atingir um maior número de assinantes a cada avanço. Alinhada ao custo benefício e em vantagem com a concorrência, promete surpreender cada vez mais.

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