Priscila Barbosa: ilustração, feminismo e acolhimento. 


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Por Isabel Rabelo

“Minhas maiores inspirações e influências na vida são mulheres, então nada mais natural do que tê-las como protagonistas do meu trabalho”.

Desde pequena, ela sabia que queria ser ilustradora. Paulistana, se formou em Artes Visuais na Belas Artes e trabalhou por vários anos em estúdios de design. Mas, o desejo de ilustrar o que queria e com a linguagem que queria fez Priscila seguir pelo caminho da liberdade.

Hoje freelancer e diretora de arte do Coletivo Jupiter, essa liberdade trouxe, junto, o poder de retratar mulheres reais, com seus corpos reais. Através de ilustrações que percorrem pelas diferentes cores, corpos e a diversidade, seu trabalho abrange, entre outros assuntos, a sexualidade, a gordofobia, o fortalecimento e a resistência feminina. Seu trabalho já saiu nas páginas da Folha Ilustríssima, Cosmopolitan, Mundo Estranho, Claudia e em diversos portais online.

Priscila, agora com 28 anos, se descobriu feminista depois dos 25. O contato com o movimento se deu aos poucos– surgiu, principalmente, pela curiosidade e pela busca de um lugar que abarcasse suas reflexões e questionamentos.

E essa conexão pessoal com o feminismo refletiu em sua arte. Com mensagens poderosas inseridas, quem se identifica com seu trabalho sabe quão político ele é. Usando tons de pele, rosa, nude e marrom, suas ilustrações surgem da necessidade de se ver representada e de poder proporcionar isso às outras mulheres também.

Orgulhosa de seu trabalho e dedicação, Priscila acredita que sua motivação vem do sentimento de poder dizer e ser ouvida. E enquanto adora estar rodeada de flores e tomar um café da manhã bem gostoso, ainda sonha com um mundo onde consigamos pensar não individualmente, mas cada vez mais como um coletivo.

 

 

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