Defensores dizem que “minimalismo” pode mudar o mundo

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REPORTAGEM: Felipe Augusto de Souza

Todo cidadão de uma grande metrópole sabe das dificuldades enfrentadas todos os dias em decorrência da velocidade com a qual a cidade se move. São filas de carros, metrôs, ônibus lotados, principalmente nos horários de rush. E só quem vive essa rotina diariamente sabe que, dez minutos, faz, sim, toda a diferença.

Por esse motivo, alguns brasileiros, estão adotando estilos que contribuem para ganhar tempo. Os chamados minimalistas são pessoas que preferem ter menos roupas, mas com mais qualidade. A prática consiste em repensar hábitos de consumo, buscando produtos que contribuam com o meio ambiente e que tenham uma cadeia de produção decente.

Para Edson Caldas, a entrada no minimalismo aconteceu de forma natural. “Sempre fui uma pessoa desapegada de coisas materiais. Aderi ao minimalismo há dois anos e, de lá para cá, muita coisa mudou, principalmente a minha percepção sobre consumo.” Ele trabalha com comunicação e marketing e o estilo de vida o ajudou a poupar dinheiro e tempo. “Gasto menos com coisas e não tendo a comprar por impulso. Minha casa hoje tem, se não me falha a memória, nove móveis. Poucos itens, pouca poeira.”

Segundo ele, essa prática tem contribuído na forma como gasta seu tempo, fazendo com que atos simples, como escolher uma roupa, torne-se rápido e fácil. “Tenho 60 peças de roupa em categorias bem simples: dia a dia e reunião da empresa”.

Bruno de Souza, 30, é dono do blog Minimus Life. Para ele, que escreve sobre o assunto e vivência essa experiência, é sim, possível encontrar no minimalismo formas para otimizar o tempo. “Uso duas cores de camisa, pretas e azuis e bermuda jeans, sigo o princípio de que quanto menos escolhas a se fazer, melhor. Com isso, tendo poucas opções, ganho tempo na tomada de decisão”.

O blogueiro conta que possui poucas peças em seu guarda-roupa e a quantidade mínima o ajuda na rotina da semana. “Hoje tenho 50 peças de roupas, três chinelos, três sapatênis, um sapato social e um terno”.

Sobre a quantidade – que para alguns adeptos do estilo, Bruno ainda possui bastante coisa – o blogueiro responde. “Tudo nesta vida tem desvantagens, o armário minimalista também”.

A verdade é que o estilo minimalista ainda causa estranheza em parte da população. Mas muito em breve, todos terão seus hábitos de consumo impactados por conta do esgotamento dos recursos naturais e da poluição do meio ambiente por decorrência do consumo. Para se ter uma ideia, seria necessário aproximadamente 4,5 planetas Terras se todos os habitantes do planeta consumissem como os EUA. Teríamos problemas de locomoção, de escassez de alimento, água e outros ainda incalculáveis.

Para o Instituto Akatu de Consumo Consciente, há uma necessidade de colocar o tema da redução do consumo na pauta da educação. A entidade vem, desde 2008, tentando introduzir o assunto nas escolas do Brasil.

Defendem que, nas disciplinas de ciências, precisa haver debates sobre os diferentes tipos de materiais utilizados em nossos objetos “discutindo sua origem, seu descarte, e como usá-los de forma mais consciente”. Falar sobre os meios de locomoção e mobilidade urbana e tentar reduzir os riscos para o meio ambiente.

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