Nova medicação contra Hepatite C torna-se acessível a todos os doentes

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REPORTAGEM: Gabriel Latorre Freire

A nova medicação contra a Hepatite C agora pode ser entregue à todas as pessoas que contraem a doença e em qualquer estágio em que ela estiver. Com poucos efeitos colaterais, há 95% de chance de ter o vírus negativado.

O antigo tratamento, medicado por ribavirina e interferon, causava fortes efeitos colaterais, diminuindo a imunidade e tornando a pessoa exposta a contrair novas doenças. A duração era de um ano e as etapas da doença vão de 0 a 4, dependendo da gravidade.

No estágio 2, o vírus está presente nas células do fígado e apresenta uma lesão moderada. Já no 3 e 4, a doença já se prolifera, com maior probabilidade do paciente desenvolver cirrose ou câncer.

Alessandra Yoshino, infectologista do Centro de Referência e Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Vila Mariana, apontou que a nova medicação era entregue aos pacientes que estavam no estágio 3 e 4 da doença.

Em caso de pessoas que têm a Hepatite C em estágios menores que o 2, os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) não conseguiam prescrever os sintomas das pessoas  para o governo, a fim de que o medicamento fosse dado ao paciente.  Dessa forma, ele teria que comprar por si ou obtê-lo através de uma decisão judicial.

Tina Martucci, presidente da Organização não governamental (ONG) “C tem que saber C tem que curar”, faz campanhas de conscientização desde 2004, e conta que o tratamento liberado em julho de 2017, era disponível somente a pacientes nos estágios 3 e 4, como disse Alessandra. Porém, com a insistência em um novo projeto da ONG chamado “Não tem cara, tem cura”, conseguiu convencer o Ministério da Saúde, que tomou providências.

O infectologista da organização social da saúde da Faculdade Método de São Paulo (Famesp), Alexandre Naime, disse que conseguiu, com a ajuda da ONG, que o Novo Protocolo Brasileiro de Hepatite C garantisse o acesso universal a todos seus pacientes. Também acrescentou a expectativa do próximo tratamento que está sendo desenvolvido pela farmacêutica LASEPE, com previsão de inauguração em setembro de 2018, com 100% de chance de cura.

Ainda segundo Tina Martucci, outro projeto criado pela ONG, sobre o perigo de contágio em manicures. Adverte que o vírus se mantém vivo por 42 dias fora do organismo e até mesmo dentro de um vidro de esmalte. O objetivo principal do projeto é conscientizar as clientes a levar seu próprio material de cutelaria, diminuindo a proliferação do vírus, uma vez que as manicures têm oito vezes mais chance de se infectar.

Medicação contra Hepatite C

O paciente Gilberto de Paula está no final do tratamento, e falou que os antigos coquetéis, os quais tomou por mais de 2 anos, somente prolongaram sua hepatite. Disse que preferia ter descoberto a doença junto com a divulgação da nova geração de medicamentos, que assim, teria menos tempo de tratamento com uma porcentagem muito maior de recuperação.

Ricardo Martins, diretor e psicólogo do ambulatório de travestis e transexuais do Centro de Referência e Tratamento de DST, diz que os novos processos de cura da Hepatite C estão em constante desenvolvimento. A cada seis meses, especialistas descobrem novos métodos, sejam eles nacionais ou internacionais, para aprimoramento dos tratamentos. Segundo ele, em um curto espaço de tempo, todos os pacientes, em quaisquer que sejam o estado de seus vírus, poderão se medicar para obter sucesso na cura.

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