Até que ponto o discurso de ódio pode chegar?

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +

Por Adriana Vieira, Elaine Bertoni e Maria Victória Gonzalez

A Constituição Federal de 1988 nos concede o direito de expressarmos nossas ideias e convicções, desde que não ferindo o direito legítimo de terceiros, conforme artigo 5. Mas você já parou para pensar o que significa “discurso de ódio”? São manifestações contra um grupo, raça e etnia, baseado em ideologias diferentes.

A disseminação desse tipo de discurso cresce deliberadamente. Feministas, LGBTs, negros, religiosos são oprimidos por suas ideologias diariamente. A ofensiva ultraconservadora vem mudando o clima do país e alguns setores se dizem intimidados. Alguns acontecimentos mostraram essa liberdade de expressão se tornando discurso de ódio, como o recente ocorrido da prisão do ex presidente Lula.

Em um país enfraquecido por corrupção, tal manifestação só cresce e assusta as previsões para o ano eleitoral. Não só contra um partido específico, mas também contra um caminho político diferente do estabelecido. Uma nação dividida entre um grupo de esquerda e um grupo de direita, onde ambos não entram (e nem querem entrar) em harmonia, só tende a sofrer cada vez mais com as desavenças criadas pela política e pelo discurso de ódio. É cada vez mais comum ver, principalmente nas redes sociais, pessoas compartilhando comentários extremamente agressivos contra determinados políticos.

Até o falecimento trágico de Domingos Montagner foi alvo de deboches contra Lula. Via Twitter

Fonte: Jornal do Campus

Recentemente, o país vivenciou a prisão do ex-presidente Lula, que é um dos principais alvos de hostilização e ofensas na internet. Esse acontecimento gerou enorme repercussão não só no país, como no mundo todo. O ocorrido abriu porta para incontáveis episódios de discurso de ódio, como o caso do empresário Oscar Maroni, dono da boate Bahamas Club, que prometeu distribuir bebidas de graça no estabelecimento, caso o ex-presidente fosse preso, e o fez. Muito mais grave que isso, foi a promessa seguinte do empresário, que comentou: “Se o Lula for preso, a cerveja é de graça até a meia noite. Agora, se matarem ele na prisão, a cerveja vai ser de graça durante o mês inteiro”.

Ademais, teve o caso da Sra. Daniela Diniz, esposa de um desembargador de São Paulo, que por meio de uma postagem em sua página na rede social, pediu a morte do ex-presidente.

Fonte: Crônicas do Sul

Casos como esses são preocupantes. O radicalismo e a revolta dos cidadãos são extremamente prejudiciais para uma nação. Por este motivo, gravamos depoimentos de eleitores do Lula e de pessoas que jamais votariam no candidato do PT, mostrando claramente a divergência de ideias que existe entre esses grupos. É óbvia a desarmonização e o conflito que há na sociedade como um todo. Confira!

Share.

About Author

Leave A Reply