Os americanos no basquete brasileiro

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Por: Isabella Garcia

O Brasil é mundialmente conhecido por ser o país do futebol e vôlei, mas nos últimos anos o basquete vem ganhando bastante popularidade entre os brasileiros. Um dos fatores principais para esse acontecimento é o crescimento da principal liga de basquete do país, o NBB (Novo Basquete Brasil), que é reconhecido pela FIBA (Federação Internacional de Basquete), como a principal liga de basquete brasileira.

Muitos jogadores americanos participam do campeonato e tem enorme importância dentro e fora de quadra. Diego Garcia,30, gerente de marketing de basquete na América Latina da Nike conta que o basquete é um esporte de origem americana, por isso toda influência do esporte está conectada ao país.   ” O americano naturalmente nasce dentro dessa cultura e traz isso como berço.” Isso vai desde a performance em quadra até o estilo de se vestir e a música. Por isso um atleta nativo do país é visto de forma diferenciada pelos torcedores.” Para exemplificar essa situação ele faz uma comparação com os jogadores de futebol que atuam em outros países. “Eles têm uma ginga e um estilo que é natural deles.” 

Diego Garcia gerente de marketing de basquete na América Latina da Nike

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O atual técnico do Flamengo, José Alves Neto, 47, diz que o desempenho desses atletas dentro de quadra aumenta a popularidade deles no Brasil. “A torcida gosta de ver além do jogo um bom espetáculo. Acredito que as características técnicas dos americanos que aqui vem, acabam se destacando e atingindo essa expectativa da torcida. Por isso, muitos se transformam em ídolos de suas equipes.”  

Zé Neto técnico do Flamengo

Larry James Taylor Junior é um jogador norte americano nascido em Chicago, Llions nos EUA. Chegou no Brasil em 2008 para jogar no Bauru Basket e após defender o time por quatro temporadas, em 2012, se naturalizou brasileiro para defender a seleção nas Olimpíadas de Londres. Atualmente Larry pertence a equipe do Mogi Basquete.

Taylor diz gostar muito do seu relacionamento com a torcida. “Desde que cheguei no Brasil as pessoas me trataram com muito carinho”.  Ele se sente muito abraçado e por isso procura sempre retribuir tirando foto e conversando um pouco com as pessoas como forma de agradecimento por todo afeto recebido.

Apesar de toda afeição recebida, o jogador não esconde a saudade de seu país de origem. “A coisa mais difícil é deixar a família em outro país e ficar longe deles”. Para construir sua carreira de sucesso ele teve que deixar para trás seu filho de dezesseis anos e toda sua família. “A gente consegue conversar pelo telefone e facetime, mas não é a mesma coisa de estar junto sempre”. 

Larry Taylor armador do Mogi

O técnico Neto atribui a parte emocional a todos que cercam esses atletas (companheiros de time, comissão técnica, diretores, cidade, relacionamento com a torcida). “Muitos chegam com o propósito de ser protagonistas e se o dia a dia for conduzido para que possa ter as condições, acredito que pode superar qualquer desconforto que a distância de seu país e sua rotina podem causar”.

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