HADDAD e as tentações do bem

O estremecimento das relações entre o Pe.Julio Lancelotti, da Pastoral do Povo de Rua, e o prefeito de São Paulo Fernando Haddad — que contou com debates acalorados e encontros tensos — trouxe à tona as ideias do filósofo e linguista búlgaro (radicado em Paris), Tzvetan Todorov. Numa ocasião Pe.Julio perguntou ao prefeito sobre Todorov. “O sr. lê Todorov?”, perguntou Pe.Julio, referindo-se especificamente ao livro Memória do mal, tentação do bem: indagações sobre o século XX (São Paulo: Arx, 2002). “Eu sei o que é o bem para as pessoas e sei que tenho que fazer o bem. Mas esse bem é decidido a partir de quem? Eles (referindo-se ao prefeito e aos políticos) querem ouvir elogios. Eles querem ouvir que tudo o que eles fazem é o melhor do mundo. Eles querem que nós sejamos como a prefeita de Paris, que elogiou a gestão de Haddad. A partir do povo da rua não é. Por isso é que sugeri a leitura de Todorov, porque você não pode ser o critério do bem. O critério do bem é quem sofre e não eu”, explicou Pe. Julio.

SUGERE-SE PARA ESTA PAUTA:

>>>Recuperar a polêmica entre Prefeitura e Pastoral do Povo de Rua. Pe.Julio chegou a dizer que “é melhor ter um inimigo declarado do que um amigo disfarçado”.

>>>Quem é Tristan Todorov? Qual a sua importância para a linguística?

>>>Resenhar o livro de TODOROV Memória do mal, tentação do bem: indagações sobre o século XX. São Paulo: Arx, 2002.

>>Destacar e contextualizar a argumentação de Pe.Julio a partir das ideias principais do livro.

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