Cientistas expõem suas ideias quanto a existência de seres fora da Terra e se já fomos visitados por eles

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Por Helena B Lorga


                                                                                          Fonte: divulgação

Para Erich von Däniken, o povo do Antigo Egito tinha relação com seres do espaço

“Eram os Deuses Astronautas? ”: livro feito pelo escritor, teórico e arqueólogo suíço Erich von Däniken, lançado em 1968 pela editora melhoramentos no Brasil. Obra de grande sucesso, teve recordes de vendas em 38 países, com cerca de 7 milhões de cópias em todo o mundo. Inclusive, em 1970 teve o seu documentário nos cinemas e até hoje as pessoas ainda comentam sobre essa obra.
Seu sucesso não é por acaso, pois o autor fez um conjunto de especulações sobre fatos aparente emente inexplicáveis dos antigos povos, cuja a ciência não se aprofundou e nem deu respostas quanto a isso. Como explicar, por exemplo, a origem das civilizações altamente desenvolvidas, grandes obras de arquitetura e engenharia, enorme desenvolvimento das ciências (como matemática, astronomia, astrologia, etc.), e até os precisos calendários antigos das antigas civilizações, como a egípcia, maia, inca e asteca se, nesse período, o homem deveria estar, cientificamente, em um período próximo da pré-história? E como haver tecnologia avançada em uma época tão distante que ainda, nos dias atuais, não conseguimos reproduzir os mesmos engenhos?
Para esses fatos, Erich von Däniken nos explica a hipótese de que esses povos antigos receberam a visita de seres de outros planetas, que trouxeram e promoveram todo esse desenvolvimento. Aliais, assim como os índios do continente americano considerava os portugueses e espanhóis como deuses, esses antigos seres humanos também achavam que os visitantes extraterrenos também fossem deuses, e por isso os veneravam em pinturas, nos rituais, e assim por diante. Nos desenhos, podemos ver que os “Deuses” eram retratados voando em naves (que pareciam discos-voadores), e com roupas e capacetes que se assemelhavam a trajes espaciais (figura abaixo). Como eles conseguiram criar isso em uma época que nem se sonhava que poderia existir astronautas e naves espaciais, ou discos-voadores? Enfim, o autor sugere que há a possibilidade de haver vida em outros planetas e que eles já nos visitaram no passado.

                                                       Foto do livro: “Os Deuses eram Astronautas?”

Hieróglifo egípcio que mostra helicópteros e naves espaciais, em uma épica que não havia esse tipo de tecnologia

Salvador Nogueira, jornalista Salvador Nogueira, formado pela USP e que atualmente trabalha no site de missão lunar “Garatéa”, expõe a sua opinião quanto a possibilidade de vida em outros planetas:

1) Você acredita que seja possível haver vida em outros planetas?
SN: Ainda não sabemos se existe ou não vida em outros planetas, e estamos apenas começando a procurar para valer. Por outro lado, já temos uma boa ideia de quantos planetas há lá fora. Então, o que gosto de fazer é o exercício inverso. Considerando o número total de planetas que existem no Universo inteiro, qual é a probabilidade de estarmos sozinhos. Essa é uma conta que dá para fazer. Em 2015, uma dupla de pesquisadores fez exatamente isso. E eles descobriram que a chance de estarmos sozinhos na Via Láctea (ou seja, só contando a nossa galáxia) é menor que 1 em 60 bilhões. Para o Universo inteiro, essa probabilidade fica várias ordens de grandes menor. Ou seja, a chance de estarmos sozinhos no Universo parece muito, muito pequena. Considerando que nossas buscas por vida até agora são muito limitadas, eu prefiro pensar que muito provavelmente não estamos sozinhos.
2) Ao longo das décadas, as missões espaciais conseguiram ter alguma prova de vida extraterrena?
SN: Já tivemos resultados intrigantes, com os obtidos pelas sondas Viking em Marte, e ainda há mistérios a solucionar, como o metano marciano, que pode ou não ter a ver com vida, mas os cientistas só vão aceitar como evidência de vida extraterrestre algo que não possa ser explicado de nenhuma outra maneira. Tendo dito tudo isso: estamos chegando perto. E, se nas próximas décadas, não acharmos nada, esse também será um resultado fascinante: teremos de explicar por que, embora outros mundos tenham tido condições aparentemente satisfatórias para a vida, ela não apareceu por lá. E também teremos de explicar como a vida da Terra não conseguiu se transportar para Marte na época em que ele era habitável, via impacto de asteroides, por exemplo. Então, seja lá o que for que as próximas missões descubram, será muito importante para entendermos o próprio contexto da Terra no Universo.

Jonas G Souza, mestre em ensino de ciências e atualmente professor no ensino fundamental, também os falou coisas interessantes sobre esse assunto:
1) Quais são as condições científicas para haver vida como já conhecemos em outros planetas?
JS: Sim, esta pergunta podemos responder de forma clara. Os mesmos elementos que encontramos em nosso próprio planeta, como presença de água líquida e alguma fonte de energia acessível. Este tipo de vida é exatamente o que buscamos cientificamente pelo universo, esta é a vida que procuramos encontrar uma vez que é uma forma de vida que sabemos existir definitivamente (aqui na terra). Estar formas de vida podemos detectar, mesmo que os pequenos traços, pistas de sua existência como ozônio, metano e oxigênio em níveis constantes. São bons indícios. É por isso que ficamos tão animados quando encontramos planetas tão similares à Terra. Esta vida como já conhecemos pode existir ali. Estas formas de vida são possíveis pelo olhar da Ciência, uma vez que o universo até onde conhecemos obedece às mesmas leis: energia, moléculas, entropia.
2) Quais são as condições científicas para haver vida DIFERENTE de como conhecemos em outros planetas? É possível haver vida em outros corpos celestes do universo, cujo corpo físico dos habitantes não seja visível e nem "material", ou seja, um corpo transparente e etérico?
JS: Bem, esta não sabemos responder. Como seria essa vida? Baseada em outros elementos químicos novos? Seríamos capazes de detectá-la?
Por isso não descartamos sua existência, e sim a deixamos de lado por um momento para não caminharmos tão cegos no escuro, nos agarramos a esta pequena fatia de formas de vida potenciais (a vida como já conhecemos) para sabermos o quê procurar.
Esta forma de vida diferente de como conhecemos pode ser que não seja visível e nem "material", ou seja, um corpo transparente e etéreo? Possível sim, provável, baseado nas pequenas certezas que temos, não. Mas o que sabemos realmente? A beleza da ciência é ser transitória, podemos cada vez mais nos aproximar da verdade absoluta sem jamais a alcançar em sua plenitude. Temos muito a aprender.
Esta questão, se estamos sozinhos no universo, é muito ampla. Gostaríamos de responder, mas provas, ainda não. Pense bem, se encontrarmos provas de vida fora da terra, é assustador. E se não encontrarmos, também. Por um lado, temos companhia, e que companhia seria essa? E por outro estamos sozinhos, não há ninguém para conhecer.

Não há dúvidas de que, cada vez mais, as descobertas e pesquisas no espaço é importante tanto para a ciência e suas descobertas científicas, quanto para as tecnologias de telecomunicações, possíveis fábricas no espaço que poderiam produzir produtos que exigem baixa gravidade, exploração de novos recursos minerais, bem como prováveis futuras colônias humanas, sendo que hoje já existem estações espaciais. Ou seja, explorar o espaço é importante não só para a vida do ser humano, como para conhecer melhor os vizinhos de nosso planeta. Mas, mais do que o futuro, também é relevante analisarmos o passado, pois é lá que se encontra a nossa história, a nossa origem e as nossas raízes.
A ciência serve para ajudar o homem a encontrar respostas baseadas nas razões e fatos, e os registros antigos têm muitas provas a nos oferecer. Se os povos antigos foram visitados ou não por Deuses, ou seres de outros planetas, vai da crença de cada um, mas, como os três concordam, é possível que realmente não estejamos sozinhos no universo. *

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