PUC-SP relembra invasão ocorrida na ditadura.

Após 40 anos a universidade oferece diversas atividades para lembrar o acontecimento.

“É essencial voltar a falar disso, para que se conheça a verdade” diz a professora e vice-coordenadora de Relações internacionais da Pontifícia universidade católica (PUC-SP) Terra Friedrich Budini de 36 anos sobre a semana feita pela feita para lembrar que há 40 anos a universidade foi invadida durante a ditadura militar.

Dos dias 18 a 22 de setembro a PUC-SP oferece palestras e atividades como a diplomação de 5 alunos que foram mortos nesse período e rodas de conversa para lembrar o acontecimento.

“Ainda existem pessoas dizendo que a ditadura não existiu e que na verdade foi um dos melhores momentos do país” diz a professora e continua “quando sabemos que foi um foi um dos mais infelizes”.

A PUC-SP era e ainda é um polo de resistência. A comissão da verdade “é um exemplo para conhecer a verdade e se fazer justiça” segundo Budini, e acrescenta “é uma contribuição para o todo, é de suma importância discutir essa memória, a comissão da verdade é necessária”.

“A herança autoritária ainda persiste e é fundamental mostrar que não iremos permitir que chegue aquele ponto novamente” termina.

“Reavivar a história é necessário para que não aconteça o mesmo erro” diz Paula de Pesco de 67 anos, também professora da universidade, que aceitou dar a entrevista em ambiente acadêmico.

Alunos e professores da universidade sempre se mostraram ativos para os mais diversos movimentos políticos e sociais e durante a ditadura não foi diferente “muitos professores foram excluídos por conta da repressão, mas não desistiram”.

“A PUC-SP tem tradição com a diversidade. O evento deveria ser mais amplo, para que mais pessoas tenham acesso a historia” acrescenta Pesto.

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