Evento relembra os 40 anos da invasão militar na PUC-SP

“Esse fato tem que ser sempre relembrado, para nunca mais acontecer de novo”, diz aluna da Universidade.

Por Mariana Ribas.

Nicole Singer, 20, aluna de psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), comenta sobre seu ponto de vista em relação a ditadura militar e a invasão da PUC-SP em 1977.
Singer considera seus ideais de esquerda “Sou mais pra esquerda, mas não sou muito ativa, é mais ideologicamente mesmo”. A estudante apresenta uma certa dificuldade em dizer se participaria dos atos da resistência estudantil se estivesse presente nos “anos de chumbo” da ditadura,“Eu não posso falar que eu estaria completamente presente, talvez eu fugiria se estivesse perigoso demais”

A aluna acha muito importante a resistência dos alunos na história da universidade “Acho muito empoderador esse ato dos alunos, porque a época era muito hierárquica, reguladora e opressora, então a manifestação ideológica foi essencial”
Singer ressaltou seu ponto de vista sobre a ditadura militar comenta que estudou no colégio Nossa Senhora das Graças, popularmente conhecido como “gracinha”, que proporciona uma grande liberdade de fala para os alunos e funcionários. A estudante diz que sua posição e conhecimento em relação ao assunto ditadura se deve graças a sua antiga escola, e relata um fato ocorrido com seu professor de biologia “Meu professor assinava suas cartas com o nome de ‘Mao Tsé-Tung’, e por isso foi torturado, e nos contava como eram as torturas e eu acho algo surreal, desumano e injusto”.

A estudante se posiciona totalmente a favor da semana de “comemoração” dos 40 anos de invasão da PUC-SP, e diz que história da invasão e da resistência estudantil ocorridas durante a ditadura militar, por mais duro que tenham sido esses anos, é algo que deve sempre ser recapitulado, para que as pessoas não se esqueçam da “luta e sangue” derramados pelo mínimo de democracia e justiça, “Esse fato tem que ser sempre relembrado, para nunca mais acontecer de novo”.
Singer diz não conhecer muito sobre a plataforma da Comissão da Verdade, e que vai atrás de um maior conhecimento sobre isso, comenta que se interessa muito sobre esse assunto histórico “Eu não conheço muito bem a Comissão da Verdade, mas eu vou tentar me informar mais sobre tudo isso, que é realmente muito legal por parte da universidade”

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