“Tenho achado bastante satisfatório e motivador o trabalho que o jornalismo brasileiro tem feito”

Um dos âncoras mais populares do telejornalismo nacional diz que a sociedade brasileira tomou gosto pela política de forma muito rápida e intensa

Por Raul Vitor

Jornalista há mais de 45 anos, Ricardo Boechat é considerado um dos maiores âncoras do telejornalismo brasileiro. Vencedor de oito prêmios Comunique-se, o jornalista que trabalha no Grupo Bandeirante de Comunicação, desde sua vinda a São Paulo, faz sucesso com seus programas matinais ao lado de José Simão, na Rádio Band e nos noturnos ao lado de Paloma Tocci, no Jornal da Band. Nesta entrevista, além de contar sua trajetória jornalística, Ricardo Boechat não minimizou sua forte opinião ao falar sobre a grande mídia brasileira e de assuntos polêmicos que a permeiam, como o “Fake News”, tão repercutido pela mídia norte americana.

Para iniciar a nossa conversa, o que te fez seguir a carreira jornalística? Eu não fiz uma escolha pelo jornalismo, na verdade o jornalismo entrou na minha vida como poderia ter entrado qualquer outra carreira da área de humanas. Eu tinha 16 para 17 anos, muito deslocado do ambiente escolar, queria me sustentar, queria sair de casa, uma coisa mais comum na minha geração do que na de vocês que corresponde a dos meus netos. Tentando conquistar a independência econômica, espacial, tempo de muitos conflitos de uma geração em relação a outra, menos que hoje onde as gerações se aproximaram muito em vários aspectos, questões como a liberdade sexual, comportamental que eram coisas pétreas da garotada daquele tempo e todos queriam isso. O simbolismo de sair de casa era muito grande, trilhar o próprio caminho e eu estava nessa. Estava procurando a porta da rua, a escola não me dava uma resposta e eu larguei os estudos, uma burrice que de certa maneira deu certo e comecei procurando emprego na área de humanas. Estava tentando, na verdade, me meter com livraria, cheguei a trabalhar como vendedor ambulante de livros e em uma das vendas, para o pai de uma ex-colega de escola, onde eu tirava as melhores notas em redação e o pai dela sabia disso, gostava muito de mim e sabia que ela me interessava muito por política, noticiário e pelos fatos do cotidiano. Aí ele disse para mim, “não jogar fora essa vocação”. Como ele trabalhava no Diário de Notícias no Rio de Janeiro, me pediu para ir lá e ver se alguém me disponibilizava um teste. Lá me pediram para ler alguma coisa e eu comecei a me envolver nas atividades da redação. Eu me envolvia naquilo com tanto tesão, que eu chegava nove da manhã e saia as duas da madrugada, fazendo qualquer coisa que me mandassem fazer. A partir daí a carreira foi engrenando e eu estou nisso a 46 anos, mas não foi uma escolha racional programada, isso que eu quero dizer.

Você começou sua carreira no Rio de Janeiro e trabalhou no lendário Jornal do Brasil, fundado em 1891. Sendo o Jornal do Brasil, um jornal de extrema relevância histórica, como foi a experiência de trabalhara lá? O Jornal do Brasil entrou tardiamente na minha vida profissional, porque na verdade eu fiz minha carreira, no Globo, apesar de ter começado no Diário de Notícias, em 1969. Primeiro como repórter da coluna de Ibrahim Sued, que era o grande colunista do Globo e do Brasil naquele tempo, e durante muitas décadas foi o grande nome do colunismo brasileiro. Fiquei em sua coluna durante 13 anos, e fiz uma breve passagem, de um mês pelo JB (Jornal do Brasil), apenas porque tinha brigado com o Ibrahim, mas o Globo me chamou de volta, para fazer minha própria coluna, e fiquei no Globo entre 1970 (incluindo período do Ibrahim) até 1987, quando tive uma breve saída por 2 anos e volte para o Globo em 2001. Em 2001, fui demitido do Globo e fui para o Jornal do Brasil, que já não era esse jornal que você está citando, não estava no seu apogeu. O domínio do mercado da mídia impressa, no Rio de Janeiro, já era quase exclusivamente do Globo e do seu braço mais popular, o Extra. O Jornal do Brasil estava numa fase agônica, tinha acabado de ser vendido para um novo proprietário e esse processo foi se acentuando até o seu desaparecimento. Portanto a minha experiência mais intensa no Jornal do Brasil, coincide com seu período de esplendor, no final dos anos 50 até o início dos 80. Você possui uma bagagem jornalística relevante, tanto no Rio de Janeiro, quanto em São Paulo. Na sua opinião, existe alguma característica que diferencie a produção jornalística entre os dois Estados? Não chego a dizer que exista uma diferença. São Paulo conseguiu preservar dois grandes jornais, e isso favorece muito a qualidade do noticiário, tanto na mídia impressa quanto e em qualquer outra concorrência. Dois, dos três grandes jornais do país estão em São Paulo. No Rio de Janeiro, essa concorrência desapareceu, O Globo tornou-se hegemônico, ele é o único jornal do Rio de Janeiro, o que é uma tragédia! Isso não é uma crítica ao globo, é uma crítica ao fenômeno. Uma cidade que já foi capital e chegou a ter 14 jornais diários, como: Correio da Manhã, O Jornal, Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, Diário de Notícias, jornais que possuíam um público cativo, e que foram minguando com o passar do tempo e hoje, o Rio está restrito a um único jornal. A ausência dessa concorrência no mesmo padrão, no mesmo seguimento de qualidade, de noticiário, de conteúdo é empobrecedora. Então, creio que aqui em São Paulo o mercado é mais competitivo e consequentemente mais qualificado. Aliás, isso vale para o fenômeno televisivo. Dentre as cabeças de rede de televisão, só a Globo está no Rio, o que lhe dá uma hegemonia que é nacional, mas é mais acentuada na cidade do Rio de Janeiro. Não estou me referindo a audiência, mas ao seu peso como instituição na cidade. Em São Paulo temos a cabeça de rede do SBT, da Record, da BAND, da Rede TV, da Cultura, estabelecendo uma concorrência mais dinâmica, gerando mais qualidade.

Em São Paulo, em quais veículos você trabalhou até chegar na BAND? Trabalhei apenas na BAND. Eu cheguei a trabalhar no jornal, Estado de São Paulo, como diretor da sucursal deles no Rio de Janeiro, naquele período em que eu sai do Globo. Mas nunca trabalhei na praça de São Paulo. Tive um convite nos anos 90, para vir para a Veja, mas amarelei. Tinha razões familiares, estava bem no Globo, enfim acabei não vindo. Estou vivendo essa experiência a 12 anos na cidade.

Você é um jornalista que possui uma opinião forte. É difícil encontrar, no telejornalismo nacional alguém que exprima a opinião ao final de uma matéria como você faz. Como é a relação da emissora com essa sua peculiaridade jornalística? Eu diria que a Band é única nessa dimensão, dentre as grandes redes. Aqui, você pode encontrar no elenco de colunistas, profissionais que se posicionam de maneira diametralmente opostas em relação a vários assuntos. Você vai encontrar opiniões de Reinaldo Azevedo, de Fábio Pannunzio, de Luiz Megale, do Boechat e em muitos aspectos, elas não são coincidentes. A emissora não só se caracteriza por essa diversidade, essa liberdade interna, como também possui um respeito muito grande à importância e a relevância que a liberdade tem para nossa profissão. A Band tem suas posições editorias, expressa essas opiniões em editorias no Jornal da Band e em outros veículos do grupo. Eu nunca tive aqui nenhum problema em ter opiniões que se quer coincidem com as opiniões editoriais do grupo e expressa-las. As coisas não se mesclam, não se subordinam. A Band é um grupo que nasceu como empresa jornalística, ela tem outros produtos, mas o DNA da banda é um DNA de jornalismo, há 80 anos. Isso dá a ela uma retaguarda importante, um acervo importante. Claro que esse ambiente é de discussão permanente, tudo se discute dentro de redações, não há consensos. Há divergências, a tensão natural entre os pontos de vistas conflitantes é boa, é saudável, aqui, isso é encarado com muita naturalidade. O público vai percebendo aos poucos, essa peculiaridade da Band e isso é muito vantajoso para nós, e para quem quer que adote essa cultura interna. Mas, de fato ela não existe fora daqui. Quando a Globo se posiciona, não necessariamente em editorial, mas basta que ela se posicione internamente, que sua direção emane algum entendimento sobre alguma determinada coisa, um alinhamento qualquer a um governo ou a uma linha política e você não vai ver dentro da Globo vozes destoantes dessa linha. Se ela mudar para branco o trabalho opinativo é branco, algo mais próximo de um canto gregoriano, todos seguem um pouco a mesma linha. Na Record não é diferente e no SBT também não. Há uma interferência declarada ou implícita, da posição editorial do grupo, expressa ou não com uma espécie de uma subordinação natural/induzida do trabalho opinativo dentro do grupo.

Ter a imagem vinculada com a opinião transmitida, não é uma tarefa fácil. Você já arranjou algum problema com isso? Na verdade, o fato de eu ser um jornalista que expressa a opinião é mais visível atualmente, pelo tipo de função que eu exerço de ancora. Mas, já no tempo do Globo eu respondia muitos processos por conta de notícias, de críticas e de denúncias que fiz. Não era um campo tão marcado pelo exercício da opinião como essência do meu trabalho, porque hoje, a opinião, é a essência do meu trabalho jornalístico. Naquele tempo eu era um apurador, e eventualmente eu trabalhava emitindo alguma opinião ou alguma crítica nessa informação que eu tinha. Hoje, o fato já não é decorrente da minha apuração, eu me envolvo menos com a apuração da notícia e mais com a interpretação ou contextualização dela. Problemas, eu diria que nenhum que mereça grande relevância, pois entendo que processos judiciais fazem parte do jogo, eu não enfrento nada nesse sentido, no qual eu possa chamar de “problemas”. Fazer o que eu faço, hoje, me impõe as mesmas tensões e preocupações de qualquer outra fase da minha carreira. Você enfrenta uma dificuldade ou outra para desenvolver uma determinada linha de raciocínio ou para aceitar, e lidar, com o risco inevitável de estar falando uma bobagem, mas isso é igual a jogar futebol e a passar uma bola errada, são os ossos do oficio. O jornalismo opinativo cresceu muito no Brasil nos últimos anos, acompanhando um crescente interesse da sociedade pela interpretação da notícia. A sociedade brasileira tomou gosto pela política, com uma intensidade bastante profunda, e eu diria que de forma muito rápida. De 2013 para cá, o perfil do produto jornalístico que a sociedade está consumindo, mudou muito. Ela continua tendo os fatos, mas ela quer discuti-los como nunca quis nessa proporção. Isso abre uma demanda para a opinião dentro do jornalismo, eu atrelaria a mudança de perfil do meu trabalho devido a esse processo crescente do interesse da audiência pela opinião, contextualização e o debate.

Seu quadro com o José Simão, na Rádio Band News, faz bastante sucesso devido ao efeito humorístico produzido. Como você consegue separar a seriedade apresentada no telejornalismo, do humor que seu quadro com o Simão apresenta? As pessoas não são uma coisa só, eu no Simão sou o que sou quando brinco. Ontem, o Simão ganhou o Prêmio Comunique-se, na categoria colunista de opinião, sendo importante chamar a atenção para esse caráter político da sátira contida no humor que o Simão produz. Não só o Simão, mas também o Porta dos Fundos, ou o Sensacionalista. Você não pode dizer que eles são humor no sentido exclusivo, clássico, da piada que se esgota na sua missão nobre de fazer rir. Esse humor é um humor satírico, da crítica de costumes, da crítica da política, dos políticos, mexendo em todos esses elementos com um olhar caricato, satírico, com uma gozação, e como uma arma política no sentido de motivar reflexões, pensamentos e olhares na contramão. Por isso o humor é fundamental, é precioso. Assim, eu não tenho nenhuma dificuldade em navegar entre as funções menos descontraídas, da ancoragem do Jornal da Band, onde eventualmente eu até faço comentários irônicos, onde eu finjo estar ligando para minha mãe querendo saber se ela está com o dinheiro que roubaram em Brasília. Isso não é um jornalismo clássico, no sentido de paletó e gravata, está mais próximo do que o Simão faz de manhã comigo na rádio. Não há uma diferença de matéria prima. A rigor, o material com o qual eu trabalho, do ponto de vista do conteúdo, da interpretação e da opinião é o mesmo com o que o Simão trabalha na sua forma de interpretar e opinar, caindo mais no campo da chacota da realidade. Com uma realidade igual a essa, matéria prima para chacota não faltará.

É nítido que hoje o Brasil passa por uma crise não só financeira e política, mas também institucional. Há uma perda de credibilidade generalizada da população nas instituições. Você acredita que isso esteja acontecendo com o jornalismo? Eu não vejo isso. Vejo uma ampliação do terreno da crítica geral a tudo. Evidentemente que o jornalismo seria alvo desse processo, desse fenômeno. As pessoas estão muito conectadas, o advento da internet colocou as pessoas em ligação direta de todos com todos. Os espaços se ampliaram enormemente para que as pessoas se manifestem, opinem em conjunto ou isoladamente. Elas falam de tudo, de futebol, de sexo, de religião, de guerra, do meio ambiente, de moda. Tudo é falado opinativamente hoje e o jornalismo, que é um setor de muita atividade e interação com as sociedades, não deveria ficar de fora desse tipo de acompanhamento, vigilância, crítica e até pressão. Não acredito que sua credibilidade esteja abalada, absolutamente. Ele está sujeito a uma exposição crítica que nenhum outro setor jamais esteve também. Todos os outros setores estão mais expostos a crítica geral, porque essa crítica agora é percebida. Mas não vejo nenhuma particularidade dirigida ao jornalismo. Creio que somos, como um todo, um jornalismo bastante compatível com um conjunto das demais instituições caras a democracia. Existem defeitos e problemas, mas no seu conjunto, o jornalismo tem desempenhado um papel batente satisfatório. Não diria que o melhor de todos, mas bastante satisfatório. Boa parte das mudanças, que creio estarem acontecendo no Brasil, em questões pétreas e que eu acho que continuarão evoluindo num sentido positivo, resultam ou se valem da atuação do jornalismo dentro da sociedade, denunciando repercutindo, ampliando determinados debates, dando espaço para determinadas questões. Tenho achado bastante satisfatório e motivador o trabalho que jornalismo brasileiro tem feito. Aliás, eu estenderia esse fenômeno para o planeta. O jornalismo, no mundo inteiro está, nas várias plataformas, desempenhando o papel que ele sempre desempenhou só que agora amplificado e intensificado nessa conexão global de “todo mundo com todo mundo”.

Você vê o jornalismo como um quarto poder da democracia? Se você pensar objetivamente os três poderes, executivo, legislativo e judiciário. Aí encaixaram o jornalismo para poder dizer alguma coisa sobre ele com dimensão de poder. Mas se você pensar, o Ministério Público hoje, é menos poderoso no Brasil de hoje do que o jornalismo? A Policia Federal, para produzir fatos que determinem o curso da história, até pelo menos onde nossos olhos estão alcançando, é menos poderosa que o jornalismo? Eu diria que jornalismo tem um peso muito significativo nas democracias, e que esse peso decorre muito do seu caráter multifacetado, que é a possibilidade de identificar-se pela grande colcha de retalhos que a liberdade permite, com vários pedaços do que é feito, das opiniões que são veiculadas, da linha que é dada a determinadas coberturas, segundo os interesses do próprio público. Cada um vai se identificar aqui e ali, cada vez com mais opções. Quando você diz que alguma coisa é um poder, é preciso que ela tenha uma organicidade, uma estrutura, uma hierarquia e eu diria, que até mesmo uma ambição, no que diz respeito ao poder que eu não vejo no jornalismo. Assim, essa ideia de que o jornalismo é um poder, vale como uma caricatura, um teatro, uma fantasia, uma frase de efeito, do que propriamente como uma classificação de estrutura de poder. Quem é que manda no jornalismo? O jornalismo é de esquerda ou de direita? O jornalismo quer conquistar que tipo de status? Ele quer um governo? Quer um sistema governamental? Na verdade, não quer.

Vejo que muitas pessoas acreditam que a internet seja a grande portadora da verdade, que ela trará a verdade para as pessoas. Você acredita nisso? A verdade não é uma coisa só, ela não é tão precisa quanto uma equação matemática. Na verdade, a história vai construindo a sua narrativa, com várias leituras e vários pesos. Quando você diz verdade, você tem a verdade factual, “caiu um avião, faltou gasolina, matou um time de futebol, o piloto foi irresponsável”. Isso não tem muito o que discutir, nesse caso a verdade não está sujeita a uma análise complexa, ou plural. A verdade como fenômeno histórico, que é essa que você está perguntando, ela como valor, não é uma coisa que você possui “a vedade” e fora da sua verdade tudo não é verdade. São as verdades, as muitas verdades. Nesse sentido, a internet, a conexão global entre as pessoas, que deu a elas essa possibilidade de difundir suas opiniões de conectar suas opiniões, cocilia-las ou não, permite que elas também coloquem suas verdades no campo de comunicação de massas. O jornalismo detinha esse privilégio antes, digamos a exclusividade, o monopólio da comunicação e isso hoje não pertence a ele, pertence a todo mundo. Uma menina de 14 anos, com um celular é capaz de filmar uma cena qualquer na rua, editar essa cena, sonorizar essa cena, legenda-la e fazer o que quiser com a cena. Ela pode colocar numa rede que tem de 6 a 7 milhões de pessoas. Hoje, uma pequena bobagem que você grava, como seu filho soltando um pum, dento da banheira, durante o banho, pode ter mais de 4 milhões de acessos na internet, essas loucuras do mundo. Isso dá um terreno gigantesco, e que eu acho saudável, para que todos coloquem suas verdades nesse grande mundo conectado. Também não acho que as mentiras ameassem ou predominem nesse território. Creio que cada vez mais terão menos sobrevida. A mesma diversificação de acessos para cada pessoa colocar sua verdade, também estará disponível para colocar suas mentiras, mas essa multiplicação planetária do transito da informação, mais rapidamente desmascarará a mentira do que em outros tempos onde esse fenômeno da comunicação não existia. Antes as mentiras perduravam mais tempo e pertenciam a minorias poderosas que tinham o poder para difundir aquilo que quisessem e ninguém mais tinha. Na verdade, rompeu-se o monopólio da mentira. Hoje quem quiser mente, mas como muita gente está conectada e isso está cada vez mais amplo, mais rapidamente essas mentiras tendem a ser desmascaradas. Eu não sinto nenhum receio diante dessas coisas da moda, como o “Fake News”. Creio que todos são discussões bobas, porque não vejo nenhuma ameaça.

Você acredita que o “Fake News” sempre existiu? Que ele é apenas um rótulo? Sempre existiu, claro! Hoje tem o nome de uma coisa em inglês porque, não sei por qual razão, todo mundo usa o inglês para falar a tudo. Até coisas banais que você pode falar em português fala-se em inglês. Mas o que sustentou a ascensão do Nazismo na Alemanha, nos anos 30? Mentiras. O nazismo teria prosperado numa era conectada como a de hoje? Talvez não, eu tenho minhas dúvidas. Talvez as pessoas tivessem mais rapidez para desmascarar, reagir, se conectar, criar alternativas. Se você pensar, a história da humanidade registra, páginas e páginas de grupos que dominaram o poder durante décadas, e que faziam suas verdades, o que a história acabou provando serem grandes mentiras. Será que o mundo hoje está mais vulnerável a mentira do que estava antes? Me parece que absolutamente não.

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