A diversidade paulistana é reconhecida de longe em muitas áreas; gastronomia, esporte, lazer e outros tantos segmentos que fazem de São Paulo uma cidade cheia de particularidades. E como era de se esperar, a arte não fica de fora. São museus, exposições, concertos e milhares de manifestações ao ar livre espalhadas por toda a capital. Um dos exemplos dessa arte é o grupo CasadaLapa. “A CasadaLapa é uma rede social real”. É assim que Pedro Noizyman, designer de som, DJ e um dos líderes do movimento define a Casa. Ela é formada por vários artistas de áreas diferentes em uma residência localizada no bairro Lapa. “Aqui você pode mostrar seu trabalho para o colega da sala ao lado sem se preocupar com o fato de que ele, muito provavelmente, poderia estar querendo ocupar o seu posto, como ocorre na maioria dos casos nas empresas convencionais”, diz Fernando Sato, designer e um dos pioneiros na iniciativa. A CasadaLapa é um espaço físico onde todos podem trabalhar livremente, sem a sensação de estar em um escritório em si. Um lugar de criação, teste e divulgação do trabalho de cada um de seus membros. A noção de competitividade, algo comum no ambiente mercadológico, é trocada pela colaboração, muito prezada pelos participantes. O diferencial desse coletivo se dá pelo fato de que seus membros não fazem questão de se contrapor ou enfrentar diretamente a nenhum órgão, tanto físico como institucional. “É importante entender que não queremos nos contrapor a nada e nem ninguém. Simplesmente funcionamos de forma diferente do sistema, mas sem qualquer ideologia por trás disso”, diz Fernando Coster, cineasta e um dos residentes da Casa. Um dos projetos mais recentes do coletivo é o Enquadro. Ele é um projeto colaborativo dos integrantes que envolve grafite, música, vídeo, foto entre outros tipos de manifestações artísticas. Eles são expostos em espaços públicos da cidade de São Paulo, o que corrobora com a noção colaborativa do movimento. (Edilson Henrique Muniz e Gianluca Florenzano).   

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