A semana dos dias 18 até 22 de setembro tem a intenção de memorar a invasão à PUC em 1977, que marcou a resistência da Universidade.

“A PUC foi um polo de resistência contra a ditadura”, diz a vice coordenadora do curso de Relações Internacionais, Terra Budini, 36, afirmando que é fundamental falar sobre o período militar até hoje, pois ainda não foi abordado de forma suficiente e clara. A professora de Psicologia, Paula Gioia, 67, concorda que é necessária reavivar a história desse período crítico, que foi a ditadura militar.

Budini diz que os “anos de chumbo” foram tempos difíceis de serem superados, e ainda deixam sequelas nos dias atuais. Também assegura que tratar sobre o tema é essencial pois o assunto ainda não acabou, e mesmo com a conclusão da Comissão da Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff, em 2014, a clareza sobre o assunto deixa a desejar. A professora concorda que é fundamental fazer uma Comissão da Verdade dentro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, lugar que recebeu uma invasão violentíssima da polícia militar em 1977. “A lógica da Comissão da Verdade é uma forma de não esquecer e não repetir”, diz.

A coordenadora de Relações Internacionais afirma que é essencial fazer justiça para aqueles que lutaram avidamente, mesmo sendo apenas simbólico, é de extrema importância. Também diz que a Comissão da Verdade da PUC é uma contribuição para toda a sociedade brasileira, para o resgate da memória, e para entender a realidade e as heranças deixadas pelo período militar. Ainda contextualiza com os dias atuais, “é outro momento, mas é a mesma situação”, diz, mencionando o golpe parlamentar de 2016.

Já a professora Paula Gioia, concorda com Budini, afirmando que a memória é necessária, como uma forma de reavivar a história de um período tão “terrível”, para apontar aos jovens e não permitir que esse evento ocorra novamente. Giogia afirma que a PUC tem essa tradição de resistência, e esse é um papel muito importante com a democracia. A professora já frequentava a universidade no ano de 77, mas não estava presente no dia da invasão.

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