Após 40 anos da invasão ocorrida durante a ditadura, faculdade relembra o acontecimento

Apesar de ser um dos momentos mais marcantes da história da PUC-SP, nem todos que a frequentam conhecem a história de invasão. É o caso de José Luís, funcionário auxiliar de Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que viria a nascer apenas dois anos após o fato emblemático.

O funcionário não sabia do acontecimento, no entanto, afirma que é válido e importante relembra a invasão, pois, segundo Luís, a ditadura foi uma época muito difícil.

O trabalhador declarou que, como um nascido em 1979, não viveu a ditadura. Contudo, ouve seus pais e familiares, que viveram este período, que a ditadura foi um tempo instável e ruim. Luís assegura: “É necessário relembrar sempre os acontecimentos para que estes não se repitam.”

A visão do ocorrido, segundo Luís, uma pessoa que não sabia sobre o episódio da invasão, veio para reforçar o quão importante é relembrar tal momento e levar essa informação àqueles que não tiveram a oportunidade de acesso a notícia.

A invasão, ocorrida em setembro de 1977, desencadeou enorme confusão entre estudantes e militares. Por conta de um Ato Público em decorrência da III ENE (Encontro Nacional dos Estudantes), uma operação policial coordenada pela Secretaria de Segurança entrou violentamente na universidade, deixando 210 alunos presos e 16 feridos, sendo quatro deles hospitalizados com queimaduras.

Na semana do dia 18 à 22 de Setembro, relembram-se os 40 anos da invasão. Embora tal fato passe batido por muitas pessoas, até mesmo funcionários da própria PUC, como o Luís, é importante que haja a Comissão da Verdade e que essa seja divulgada para conscientizar ainda mais pessoas e reiterar que a censura imposta pela ditadura jamais seja aceita novamente.

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