Lojistas e funcionários de bairro nobre se adequam a situação.

Por Letícia Assis

O número de clientes diminuiu consideravelmente e, os que continuaram frequentando, têm comido cada vez menos”, afirma Alexandre Ferreira, 44 anos, comprador e caixa do restaurante Kiloliba, em Perdizes, empregado nesse mesmo local há mais de 20 anos.

A crise generalizada chegou até os balcões do Kiloliba. Com a alta inflação sobre os produtos e a grande concorrência, há a necessidade de repasse do preço para o prato do cliente. No entanto, preocupados com a diminuição do fluxo de pessoas, os donos do restaurante optaram por não subiram muito o valor e economizar em outros setores, como a exemplo comprar somente o necessário.

O restaurante, localizado em um bairro nobre, percebe o quanto é afetado pela crise. Segundo Ferreira, muitos de seus cliente eram beneficiados com “Vale Alimentação”, os quais tiveram cortes em seus benefícios e afirmam estar levando comida de casa para economizar. Até mesmo estudantes e moradores da região têm frequentado menos vezes e, as poucas vezes que vão, seus pratos pesam muito menos do que o de costume.

Em meio ao cenário caótico, Ferreira confirma que houve a necessidade de diminuir o quadro de funcionário para se manter estável, assim como também foi essencial diminuir os gastos pessoais. De acordo com o caixa, a parte que mais pesa ao bolso não é somente os alimentos, mas também o aumento nos setores de luz, energia e também de combustível.

Sem aumento de salário e com a elevada inflação sobre os produtos, o entrevistado, que também exerce a função de comprador, depara-se com dificuldade para continuar com o restaurante mantendo o mesmo padrão. Para não perder ainda mais clientes e diminuir o prejuízo já causado, de acordo com Ferreira, a solução encontrada é “manter os preços e arcar com as consequências tirando do próprio salário”.

 

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