Divulgação - Post reproduzido
Texto por Luisa Marchiori – RA00093550 Quão profundo pode ser o momento de contemplação de uma arte ou a experiência de caminhar entre obras de distitos artistas? Como é ser observado enquanto se observa e vivência a arte? Aliás, precisa mesmo ser profundo ou pode ser interativo – seja lá como for? Talvez estas sejam as perguntas que influenciam a forma como a Pinacoteca (ou Pina, para os mais íntimos) se apropriou do Instagram. Fundada em 1905, o museu de artes visuais de São Paulo tem na rede social a proposta de mostrar como as pessoas se relacionam com as exposições e obras de arte, utilizando do conteúdo gerado pelos visitantes como o principal elemento visual dessa relação. No mundo digital, esta é uma estratégia que todo profissional de marketing veria como uma grande sacada para valorizar a marca. Para a Pina, tudo indica que é uma forma de acompanhar o mundo com uma proposta que se renova sempre: observar o mundo pelo olhar do outro (neste caso, pela câmera do outro). A arte, afinal, não precisa ser fria e apenas contemplativa. Ela pode, como mostra o Instagram do museu, ser parte de uma contextualização própria, de uma experiência única que gera uma conexão entre quem vê e como este é visto. Os “Pina_regrams”, como são chamados estas republicações de imagens dos visitantes, com mais curtidas são aqueles onde as pessoas imitam as esculturas, fazem o melhor para, literalmente, personificar a arte. Dentro do contexto das redes sociais, esta é a exposição adequada. Jovens, idosos, crianças, diferentes classes sociais e olhares. Todos estão lá, entre um quadro e outro, uma estátua ou uma divulgação da próxima mostra. São sorrisos, introspecções, desatinos e muitas outras reações. E cada reação captada por uma lente e reproduzida pela Pina. Obviamente, este reconhecimento público capta as melhores curtidas do público. É uma revisão da arte moderna, digital, e uma excelente ferramenta de marketing. Para quem acompanha a Pina no Instagram, fica claro que contemporâneo não significa raios lasers e alta tecnologia, mas sim estar conectado com o que há de novo, sem perder as referências que construiram o passado. Vale o follow, a visita e o click. Em 2014, a Pinacoteca foi precursora no Brasil com relação ao uso das redes sociais, mas ainda de maneira bem tímida, seguindo o movimento iniciado pelo MoMA – Museum of Modern Art em Nova Iorque. Desde 2016, vem intensificando a forma como interage com os próprios visitantes e a tendência vem sendo copiada por outras galerias mais atinadas. É o caso, por exemplo, do Instituto Tomie Ohtake, que usa a rede para divulgar novas mostras, peças e algumas poucas curiosidades sobre o local, ainda em caráter mais institucional. Para quem quer ter sua própria visão do museu, a Pinacoteca conta com cinco mostras em cartaz, além de um acervo de mais de mil obras à disposição de quarta a segunda, tanto na Pina_Luz, como na Pina_estação. Os ingressos variam de R$ 3,00 a R$6,00. Serviço: Pina_Estac?a?o Endereço: Largo General Osório, 66 Quarta a segunda, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Pina_Luz Praça da Luz, 02 – Tel. 11 3324-1000 Quarta a segunda, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h.

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