Por Rodrigo Sanzi Acerbi e Luiz Gabriel Martins

“A realidade virtual é o ápice, mudou até minha percepção sobre a exposição em geral!”, Afirma Gustavo Miguel de Oliveira, de 20 anos.

A Coleção Roger Wright se mantem firme e continua atraindo um bom número de frequentadores à Pinacoteca de São Paulo, desde a inauguração da exposição em 27 de agosto de 2016. Com um formato que mais atrai a atenção do público pela a realidade virtual integrada às obras, nota-se uma grande interação entre público e exposição.

Veja o Nú - Cláudio Tozzi. Foto: DIvulgação


Como a vida não é composta somente por deleites, é necessário citar alguns “probleminhas” enfrentados na exposição, principalmente em relação à escassez de informações sobre cada peça.

Ao tentar descobrir algo por meio de algum funcionário da Pinacoteca, e ao pedir qualquer informação sobre a coleção, sabiam pouco a respeito. Roger Wright e sua família morreram em 2009 em um trágico acidente de avião. Foi seu irmão, Christopher Wright, e sua mãe, Ellen Mouravieff-Apostol, os negociadores de sua coleção para apresentação na Pinacoteca, sob curadoria de José Augusto Ribeiro desde sua estreia.

O Porco - Nelson Leirner. Foto: Divulgação


A coleção reúne em três grandes salas um recorte de 80 obras do amplo acervo coletado a partir de 1996 pelo empresário e seus dois filhos. Pelo seu tamanho, algumas pinturas, de Hélio Oiticica por exemplo, preenchem os mais altos pontos das paredes da galeria. Esculturas como o Trapézio ou uma Confissão, de Wesley Duke Lee, e O Porco, de Nelson Leimer, são algumas das obras que mais instigam os visitantes.

Para muitos dos visitantes, o que mais lhes manifesta curiosidade na coleção Roger Wright é a presença de um óculos de realidade aumentada. A interface do objeto estimula os visitantes a interagir com as obras, perguntando informações sobre algumas das peças expostas.

Trapézio ou uma Confissão - Wesley Duke Lee. Foto: Divulgação


Vinicius Mota, estudante de história de 25 anos, comentou sobre o aparelho ao interagir com a obra Veja o Nu, "Achei fascinante o que esse aparelho me contou. Admiro o trabalho de Claudio Tozzi e Duke Lee, principalmente pelo contexto histórico da ditadura militar, e como é um dos temas que estudarei para fazer meu TCC, me ajudou”, ressaltou.

Na obra, Tozzi faz uma grande referência à arte pop americana de Roy Lichtenstein e Andy Warhol. Descobrimos então, ao perguntar o que os atraiu para visitar a exposição, que a principal causa dos visitantes se sentirem instigados a ir vê-la, foi pela grande presença de referências às obras de Warhol, Lichtenstein, e outros grandes artistas da arte contemporânea.

 

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