Por João Pedro Polido e Alexandre Simoni


A arte perdida na cidade e bizarras esculturas de metal. Em uma exposição realizada na Pina Estação, edifício integrado a Pinacoteca de São Paulo, Nicolas Vlavianos, artista e escultor grego, é homenageado na mostra Vlavianos: Trajetória.

Distribuídas em três salões no quarto piso, as obras do artista são feitas de ferro e aço; com dobras, soldas e parafusos. Um objeto retorcido recepciona os convidados logo de cara, remetendo a formas e personagens da cultura pop como o Alien. Outra obra pode ser interpretada como uma água-viva ou um chuveiro, mas é nomeada O manto cerimonial da escultura, procurando uma relação entre arte e máquina.


É claro o fascínio do escultor pela forma industrial e sua maneira de materializar a arte. Bem como seu raciocínio minucioso, notável nos esboços a mão, enquadrados na parede. Seus projetos que apresentam a complexidade de suas criações.


De acordo com o panfleto de informações distribuído na mostra, os metais de Vlavianos: “dão forma a engrenagens, homens-mecanizados e objetos não só de uso doméstico, como também plantas, árvores e mandalas, propondo um olhar retrospectivo sobre décadas de produção artística, do culto à máquina e ao progresso”.

Quanto à arte perdida no meio urbano, essa está nas obras públicas do artista grego. Como a obra Nuvem sobre a cidade, de 1978, localizada na Praça da Sé. Ou a obra Progresso, já coberta pelos pichos no Largo do Arouche. Estando completamente integradas à paisagem urbana, as obras se transformaram em um objeto artístico urbano, mesmo que ninguém realmente saiba quem o fez.

Informações Vlavianos: Trajetória
25. 03.17 até 26.06.17
Pinacoteca de São Paulo
Largo General Osório, 66
113335 4990
www.pinacoteca.org.br

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