Foto: reprodução

Por Ariane Freire e Rocio Paik


Noite gelada em São Paulo, mas o prédio do antigo Columbia Palace estava cheio. Por fora, uma fachada desgastada pelo tempo. Por dentro, o coração da resistência e da luta de muitas famílias juntas na "Ocupação São João, 588". Poderia ser somente um casarão abandonado. Poderia ser apenas uma entre tantas construções da década de 1940 no centro paulistano. Muito além do que já foi, a história está no que ele se tornou hoje: um espaço de convivência, de vida e cooperação modelo não apenas para os ocupantes, mas para toda a sociedade. Muitos não conhecem a ocupação, outros não sabem nem o que significa e uma boa parte só conhecem pela grande mídia.

Ruivo Lopes, educador e um dos primeiros ocupantes, afirma convicto: "se o juiz que assina o decreto de despejo e reintegração de posse dessa ocupação viesse uma vez aqui ele não nos expulsaria". O juiz veria ainda um espaço restaurado, a arte e a vida como em poucos lugares dessa cidade, a expressão pura da palavra união e, certamente, "até o coração de pedra se comoveria".

A ocupação é feita de histórias reais e pessoas verdadeiras. É construída por adultos, idosos, jovens e muitas crianças que dentro e através desse espaço encontram um futuro de esperança. Basta apenas alguns minutos conversando com um dos ocupantes para entender que a imagem de desordeiros, marginais e bandidos nunca foi o retrato que eles mereciam. Essas pessoas defendem seus direitos que a própria Constituição lhes garante: direito à moradia, direito à cidade, direito à vida. Um prédio desgastado pelo tempo que também reflete o esquecimento social de muitos paulistanos.

Quem passa pelo cruzamento dessas duas grandes avenidas – São João e Ipiranga – não imagina a construção por detrás de ruínas apenas aparentes. Quem passa despercebido deixa de ouvir o significado de sociedade, deixa de entender a vida em coletivo e o papel da palavra "nós" em uma sociedade individualista. Em uma famosa composição, Caetano já dizia que mesmo não entendendo a poesia concreta destas esquinas, algo acontecia no seu coração. Para entender a resistência é preciso conhecer a luta. Para conhecer a luta, conhecer primeiro essas histórias, seja através do movimento ou através da poesia.

TRAJETÓRIA DOS SARAUS E A LITERATURA EXPRESSIVA

A luta constante atravessa o caminho da arte transformando os gritos em melodia e suas dores em rima, música, teatro, prosa e poesia. Tudo se aproveita e todo sentimento é bem aceito. Todos estão juntos, se reúnem e se escutam, construindo um ambiente de liberdade e diferentes encontros culturais. O sarau é o puro sentido da voz. É o grito e a expressão de pessoas silenciadas pela dor, pela mídia e pela opressão diária que impedem de serem quem realmente desejam.

Em tempos remotos, o sarau era um evento promovido apenas pela nobreza, regados aos bons vinhos e conduzidos ao som de clássicas melodias. Artistas reconhecidos estavam sempre presentes, declamando seus poemas e representando as mais influentes elites sociais. Aos poucos, o sarau foi se expandindo para outros grupos e saindo dos padrões europeus que remetiam suas origens. Para Rodrigo Ciríaco, educador e escritor da periferia paulistana, "O sarau sai do modelo da Casa Grande e vai para o Quilombo, ele sai do centro do poder e vai para a periferia. São mudanças significativas que trazem novas apresentações e um novo olhar sobre o sarau. O microfone é aberto e temos a ruptura da parede entre espectador e artista, palco e plateia. O artista é aquela pessoa que se propõe a ir ao palco e mostrar aquilo que ela acredita como arte, isso beneficia que novas vozes possam ser ouvidas e também aplaudidas. É a própria radicalização de quem é o artista e do que é ser um artista", explica.

Em sua vida, a literatura, o sarau e a poesia trouxeram a possibilidade de expressão, diálogo com o mundo e também com suas dores. A maior motivação veio com sua paixão de compartilhar algo que ele acreditava. Enxergar além de uma atividade artística, pedagógica e cultural, sabendo o quanto isso pode ser transformador para pessoas que vivem na periferia em condições precárias. Promover um sarau é trazer uma literatura acalentadora e o livro como um amigo, potencializador de saberes e oportunidades para as pessoas. "É um trabalho de incentivo à criação literária, não para produzir novos poetas e escritores, mas pensando numa arte cidadã, agindo em um cenário de educação brasileira que muitas vezes não consegue suprir as necessidades básicas de alfabetização", defende. Mais: "promover saraus é expandir o trabalho pedagógico, capacitando os alunos para leitura, mas também para um olhar além de provas, trabalhos e discussões sobre os movimentos literários. É mostrar que todos somos possíveis de ter e compartilhar algo, fazendo uma mudança significativa a partir da arte como próprio instrumento. "É uma forma de dizer que nós estamos aqui, nós existimos e as pessoas precisam olhar para nossas necessidades também", ensina.

SARAU DA OCUPA:

POESIA NAS ESQUINAS CONCRETAS DE SAMPA


O lugar já era histórico e trazia aos transeuntes a impressão de uma antiga São Paulo, desgastada pelo tempo e perdida em meio tantos prédios. Parecia abandonado, mas seus andares refletiam luz pelas janelas e na recepção havia dois seguranças, prontamente atendendo os visitantes e direcionando o andar desejado. A primeira impressão remetia memórias do ilustre Columbia Palace que, construído em 1946 e mesmo depois de tantos anos, ainda mantém o porte de uma grande construção. As paredes eram decoradas com fotos, quadros e painéis que estampavam muita história. Não a do século passado como poderiam imaginar, mas a história de ontem e de hoje, construída com a luta e o esforço de muitas famílias que, desde outubro de 2010, ocupam esse espaço. O prédio estava desabitado há cerca de vinte anos e servia como local para uso de drogas, depósito de lixo e entulhos por todos os andares, infestado em grande parte por ratos e muitos insetos. Esse cenário começou a mudar quando o movimento trouxe a força dos ocupantes engajados em recuperar o espaço deteriorado. Limparam, cuidaram e restauraram o que antes eram apenas ruínas de mais uma construção do centro da cidade.

Instalações de água e energia elétrica foram feitas pelos próprios moradores. Também foram estabelecidas regras de adaptação para que todos pudessem conviver, cooperando entre si e mantendo a zeladoria do prédio. Crianças e adolescentes são matriculados em escolas da região, priorizando o estudo como parte essencial do movimento. Grafites, frases e painéis fotográficos mostram as mudanças, os encontros e a luta manifesta pelo olhar sensibilizado. A organização, as cores e a arte transformam o espaço em uma galeria.

O primeiro andar é conhecido como o Centro Cultural da Ocupação, abrigando espaço de exposições e muitos eventos artísticos para moradores, visitantes e convidados de diferentes regiões, como os próprios ocupantes tem orgulho de lembrar. O ambiente tem uma biblioteca, repleta de livros, cores e desenhos espalhados por cada detalhe. As crianças se encontram, se desenham e contam sua trajetória com muitos sorrisos. No varal de fotos o início de grandes projetos, mostrando o retrato de meninas e meninos com três ou quatro anos de idade segurando pequenos livros. Essas mesmas crianças com cerca de 10 anos de idade trazem depoimentos e declamam poemas durante o sarau.

Ruivo Lopes assegura que uma biblioteca cheia de livros não representa cultura. Livros na estante não significam nada porque o verdadeiro sentido está quando eles saem de lá. As palavras, o envolvimento e a leitura é o que mostra o verdadeiro significado de todo conhecimento, trazendo o sarau como proposta de tirar os livros dessas prateleiras. "É através do sarau que os livros ganham vida e as pessoas tomam conhecimento do que está guardado naquele espaço. É partir destes eventos que as pessoas passam a buscar na biblioteca o que ouviram na leitura de outras pessoas.", diz Ruivo. Desde sua criação, foram mais de cem eventos organizados, trazendo a literatura, a música e a arte para toda comunidade. “No início, só vinham crianças e algumas mães para ver o que estava acontecendo. [...] Hoje, o espaço fica lotado e fica gente até de pé”, ressalta. Ele afirma também que “em muitos lugares da cidade os prédios estão cercados. As pessoas que moram em condomínios de luxo parecem ter de tudo, mas o que eles têm é apenas medo. Eles podem ter muitas coisas, mas eles não têm isto. Eles não têm essa família, esse encontro e nem sequer conhecem o próprio vizinho”, conta.

O sarau é um espaço de convivência artística para todos, onde podem apreciar o trabalho um do outro e expressar sua voz sendo realmente ouvidos. É o espaço para discutir uma cidade mais democrática e humanizada. E a resistência representa toda essa organização. Crianças, adultos, jovens e idosos se apresentam. Grupos como "Pânico Brutal", "Revolta Popular" e "Tubarão Dulixo" trazem a voz da periferia, da ocupação e de outros movimentos. Membros do coletivo Perifatividade também participam e se envolvem na luta.

Uma sociedade inteira representada desde alunos até professores, vigias, mecânicos, faxineiras, músicos, cenógrafos e publicitários, além de outros profissionais entre as quase noventa famílias que habitam esse prédio. É um lugar de conhecimento onde as histórias se cruzam na luta pelos direitos sociais.

"Terremoto" é um jovem ocupante e apaixonado pela fotografia. "Raissa" aprendeu o amor pela leitura dentro da ocupação, quando ainda nem sabia ler. "Brian" é uma criança muito sorridente. "Mildo" é quem organiza e direciona grande parte do movimento. "Nilza" e "Elaine" recebem todos de braços abertos. O amor e o sorriso se estampam por cada história. Todos se envolvem e sentem-se em casa. Aplausos para eles. Aplausos pela luta, pela coragem e pela voz que não se cala. Empatia para quem participa. O sarau é encerrado com a pergunta e resposta que todos já conhecem: “E quem não lutar? Tá morto.”.



RODRIGO CIRÍACO: ARTE E LITERATURA NA PERIFERIA DE SÃO PAULO


Rodrigo Ciríaco tem trinta e cinco anos, é formado em História pela USP e atua há quinze anos no ensino público brasileiro. Sua relação com a literatura veio desde a infância, crescendo com histórias em quadrinhos, poesias e diários. Desde 2005, começou a conhecer e participar de saraus, expandindo seu universo de criação literária e promovendo ações também em salas de aula. Foto por: Natália Barbosa


  Qual a importância de entendermos a transição dos saraus elitizados nos modelos europeus para os saraus encontrados hoje dentro da sociedade? Como essa mudança pode transformar espaços?

"Eu acho que a transição não houve. O que houve, se a gente pensa no estilo de sarau europeu e no sarau da periferia, foi uma ruptura, porque durante muito tempo o sarau foi uma atividade deixada de lado, que teve pouca importância ou utilização nas apresentaçãoes artísticas. Então não acho que teve uma transição do sarau elitizado, teve uma ruptura e uma ruptura bem grande porque o sarau sai do espaço privado e vai quase que para um espaço público, que são os bares e centros culturais, por exemplo. Público no sentido de acesso a qualquer pessoa, não necessariamente ligada ao poder público. O sarau sai do modelo da Casa Grande e vai para o Quilombo, ele sai do centro do poder e vai para a periferia. São mudanças significativas e que também trazem novas apresentações e um novo olhar sobre o sarau, na sua forma de fazê-lo com menos pompa e mais corpo, mais ativismo também."

Na perspectiva de desenvolvimento dos saraus hoje, o que define um sarau de perfil mais artítisco ou político? As formas se completam ou há uma predominância de estilo?

"Eu acho que o que define o sarau de perfil mais artístico ou político é o grupo pelo qual o sarau é desenvolvido, principalmente. Eu acho que a formação do grupo, as escolhas que o grupo faz antes de desenvolver o sarau, é o que define. Acredito que ambas coisas se completam e, algumas vezes, tem uma predominância no sarau dito mais político do que artístico. Mas, para mim, todo sarau de uma certa maneira é político, porque políticas são todas as atividades humanas, mesmo aquelas que as pessoas dizem que não são. O que às vezes acontece é de você ter uma atividade talvez mais panfletária em alguns lugares e um pouco mais partidária também. Isso vai muito do perfil dos grupos e coletivos que propõem a atividade, principalmente."

O que pode diferenciar o sarau dentro de um espaço já preparado para arte (galerias e centros culturais, por exemplo) do sarau dentro da periferia e espaços ocupados?

"Eu acho que o sarau feito na periferia ou em espaços ocupados tem talvez uma liberdade maior na sua constituição e na sua proposta, porque ele vai se definindo e se construindo na própria realização da atividade. Quando a gente vai já em espaço institucionalizado – uma galeria ou um centro cultural – eu acho que, por mais que a gente leva o grupo, os poetas levem a sua cara, de uma certa maneira tem que seguir um pouco do ritual que está ali naquele espaço, seja do horário , do atendimento, frequentadores ou usuários daquele espaço. Quando você faz um sarau dito num lugar nêutro, um lugar ainda cru, eu acho que você tem uma liberdade, uma possibilidade maior de interferência e criação. Acho que isso talvez possa diferenciar um pouco, mas isso também não é regra, até porque hoje em dia tem muitos grupos que surgiram da periferia, ocuparam, significaram esses espaços e hoje vão para bibliotecas, centros culturais e levam essas características. Então eu acho que depende muito de como o grupo chega nesse espaço institucionalizado. Se é um grupo que já chega pronto, com a proposta definida, eu acho que a interferência é bem pequena."

Quem são os verdadeiros artistas dentro da proposta de um sarau e como novas vozes podem ser descobertas?

"Eu acho que a ideia do sarau é justamente essa, de que não existem "verdadeiros artistas", pois em um sarau a ideia é que todos somos artistas. O palco e o microfone estão abertos, então você tem uma ruptura dessa parede entre espectador e artista, palco e plateia. O verdadeiro artista, dentro da proposta do sarau, é a pessoa que se propõe a ir no palco e mostrar algo que ele considera arte. Acho que já é uma proposta radical, uma proposta muito interessante que inclusive beneficia que novas vozes possam ser descobertas e aplaudidas. O que eu gosto muito do sarau é a radicalização do que a gente conhece/do que a gente define sobre quem é o artista e o que é ser artista."

Como a literatura pode mudar a vida das pessoas e qual o sentido de arte para minorias sociais?

"Eu acho que o livro é um excelente amigo e companheiro principalmente nos momentos mais difíceis. Muitas vezes, ter um bom livro do lado é reconfortante. Conhecer outras histórias, viver outras histórias te coloca numa situação de empatia, de alteridade e identidade. Posso falar por mim, o livro, a literatura, a poesia e os saraus foram fundamentais na minha vida porque eu descobri que poderia ser artista – uma coisa que eu queria ser desde pequeno – e eu descobrir aí uma possibilidade de expressão , de diálogo com o mundo e diálogo também com minhas dores e minhas inquietações. Então isso para mim foi muito transformador. Hoje eu vivo da literatura e vivo para a literatura, para poesia. Foi isso que me trouxe uma nova possibiidade de trabalho, novas oportunidades de viagens, de conhecer principalmente outras pessoas, estabelecer novos vínculos afetivos, de amizades, etc.

Eu acho que a literatura pode mudar a vida das pessoas, principalmente quando deixa de ser só um livro na estante, mas cria outros sentidos ao redor da própria poesia. Também acredito na transformação porque a leitura tem um processo transformador na nossa mente e no nosso cérebro, que traz aprendizado e esse acúmulo de ideias, reflexões e vocabulários. É uma forma da gente expandir nossa reflexão e eu acho que isso não é pouco, é bastante. Pensando no sentido da arte para as minorias sociais é uma forma da gente dizer que nós estamos aqui, nós existimos e vocês precisam olhar para nós e para nossas necessidades também. É uma forma de promover a identidade e a alteridade, como a gente tá falando no começo."


Como o sarau pode servir de empoderamento político e como ele pode se tornar um mecanismo de transformação?

"Eu acho que a proposta do sarau periférico em si já é empoderadora, porque a gente parte do pressuposto de um palco, um microfone e a oportunidade das pessoas se expressarem, das pessoas colocarem suas questões. Aparecem muitas questões pessoais, individuais, mas por se tratar de um ambiente coletivo, comum, comunitário, acaba trazendo muitas questões políticas. Eu acho que, principalmente ainda nos saraus periféricos a questão do racismo, machismo, da desigualdade social, das injustiças, da exploração do poder, do patriarcado e todas questões que trazem uma angústia, uma raiva e uma revolta. O sarau vem a ser esse espaço de palco e microfone aberto. Como um espaço comunitário ele naturalmente já traz isso, principalmente para as pessoas que muitas vezes não participam de espaços políticos institucionalizados, não são filiados a um partido, não frequentam à câmara municipal, não participam de movimentos sociais, etc. Acredito que o sarau tem esse empoderamento porque ele traz a possibilidade de aproximação e de consciência de questões que, até então, a pessoa talvez não tinha ou estava à parte."

Como educador, qual sua maior motivação ao promover um sarau?

"Como educador, primeiro foi de compartilhar uma paixão. Eu conheci e fiquei apaixonado pelo sarau, pela poesia e pela literatura. Então era a motivação de dividir algo que eu acreditava. Posteriormente, de enxergar o sarau além de uma atividade artística, pedagógica e cultural. Uma atividade de incentivo à leitura, criação literária e difusão da literatura, poder ver o quanto isso pode ser significativo e transformador, principalmente quando a gente pensa em pessoas que vivem na periferia, têm uma condição sócio-econômica muitas vezes precária, vive ali no limite e sabe o quanto a literatura pode ser acalentadora, potencializadora dos saberes, das oportunidades. Então a minha motivação principal foram essas: primeiro, de compartilhar algo que eu gosto, que eu acredito; Segundo, de um trabalho de incentivo à leitura e à criação literária, não para produzir novos poetas e escritores, mas pensando numa arte cidadã, pensando que a gente tem uma situação escolar muito precária. Ainda hoje, a escola tem um problema grave porque não forma leitores e muitas vezes mal dá conta da alfabetização. Fazer um trabalho com sarau era uma oportunidade de unir o útil ao agradável. Ou seja, o trabalho pedagógico que a gente estaria ensinando, trazendo uma formação da capacitação leitora e também, trazendo uma atividade lúdica, artística e cultural. Ter um olhar diferente para literatura e para poesia além daquele de fazer uma prova, fazer um trabalho, discutir sobre os movimentos literários."

O que é o sarau para você e qual o maior sentido de participar dessas ações?

"Para mim, o sarau é uma festa. Uma atividade cultural na qual a poesia e literatura são partes principais do espetáculo e têm ali o seu palco para exibir seu significado, mas as outras artes podem também se beneficiar desse espaço. Não é um espaço exclusivo da poesia e da literatura, mas é um espaço privilegiado para elas, eu particularmente entendo assim.

Sarau é uma festa na qual o público também é artista, tem a plateia e a possibildade de romper essa linha divisória que existe, fazendo uso do microfone e uso do palco aberto para expressar seu talento e suas opiniões. Esse é o principal sentido da ação, essa possibilidade que o sarau traz de que todos somos artistas, todos somos capazes, possíveis de ter e compartilhar algo, fazer alguma mudança significativa a partir da arte e tendo ela como instrumento, principalmente."


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