Debate da “Cátedra Maurice Florence e a Filosofia da Resistência” na PUC/SP.

“Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo” (M.F.) Primeira atividade da "Cátedra Maurice Florence e a Filosofia da Resistência". Iniciativa do  Grupo de Pesquisa Michel Foucault da PUC/SP . Convidados:  Prof. Paulo Eduardo Arantes (USP) Prof. Pedro Paulo Gomes Pereira (UNIFESP) Mediação: Pfofa. Salma Tannus Muchail (PUC/SP) Local: PUC/SP 1o Andar do Prédio “novo” Auditório 100-A - Mas se a Igreja vetar também nosso auditório, transferiremos a atividade para um dos pátios da PUC/SP. Data e Horário: 18 de junho de 2015 (quinta-feira) às 19:30 (...) se o poder se organiza estrategicamente e de seu exercício desprendem-se saberes (e consequentemente verdades), não seria possível também produzir saberes a partir de seu oposto, da resistência, e com isso questionar o próprio estatuto dos saberes “estabelecidos”. Diria que não só é possível como a PUC/SP tem feito isso pelo menos nos últimos 40 anos de sua história. Nós não fomos a vanguarda da revolução, não fomos o polo maior do conservadorismo, mas sempre fomos a cidadela da resistência. Foi dessa resistência que sempre surgiram nossas pesquisas, aulas, atividades de extensão. Foi da resistência que a PUC sempre tirou o combustível de sua ação acadêmica, e hoje não poderia ser diferente. Nesse sentido, o pastorado é incapaz de tentar com seu veto à uma Cátedra Foucault nos conduzir à apatia (apatheia), por que, verdade seja dita, a PUC/SP, com sua tradição de resistência, é e sempre foi foucaultiana até a raiz dos cabelos (por mais que no caso de Foucault essa metáfora seja evidentemente ruim). Por fim, lembro que a tarefa de fazer da resistência um saber não é e nunca foi fácil, mas para roubar um trechinho do poeta, o que posso falar dos “pastores” que tentam mais uma vez domesticar nosso espírito, é que eles passarão, nós passarinho.

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