Prounistas correm riscos com paralisação na PUCSP

por: Guilherme Almeida

A paralisação do calendário acadêmico coloca estudantes matriculados através do Programa Universidade para Todos (Prouni) do governo federal em uma situação delicada.

Em greve, na luta pela democracia na universidade, a comunidade acadêmica mostra que especificidades de alguns grupos devem interferir nos encaminhamentos do movimento. É o caso dos prounistas que não podem ser vistos pela instituição rigorosamente da mesma forma que os estudantes pagantes. Isto porque a não atribuição de notas oficiais no portal acadêmico pode acarretar no cancelamento da bolsa, por “estourar” o limite de DPs imposto pelo programa.

Isso se trata, no entanto, de uma falha no sistema do Prouni. Estudantes, bolsistas ou não, merecem ter seu direito à greve garantido, previsto na Constituição brasileira. Reprovar alguém tendo como motivo, ainda que indireto, a paralisação em andamento na universidade, é atacar o elo fraco da corrente. Uma criminalização que a atual gestão da reitoria repudia, como colocado pelo reitor Dirceu de Mello em assembleia geral no último dia 21.

ProUni-SE se reúne no Pátio da Cruz para debater a greve e suas consequências. Foto: Guilherme Almeida

O coletivo ProUni – SE (Projeto Universitário de Suporte ao Estudante) já está em mobilização. Na tarde do dia 26 de novembro, integrantes do coletivo se reuniram com o Pró-reitor de Relações Comunitárias, Hélio Deliberador, para garantir que o caso destes estudantes seja tratado como exceção pela instituição.

O movimento na PUC-SP preserva seu caráter unitário; professores, estudantes e funcionários continuam mobilizados. Durante toda a semana um calendário repleto de atividades mostra o tipo de universidade que a comunidade deseja. Mantenha-se informado também em: facebook.com/DemocraciaPUCSP

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