Por Amaury Ferreira

Nos dias 15 e 30 de maio de 2019, estudantes, professores e pessoas ligadas ao meio acadêmico, foram as ruas do país protestar contra os cortes na educação anunciados pelo MEC no final de abril. Segundo informações do G1, o Ministério da Educação divulgou o bloqueio de 1,7 Bi dos gastos das universidades de um total de 49,6 Bi, que equivale a 30% do orçamento para as instituições de ensino superior. O Ministro, Abraham Weintraub, ainda disse que se arrecadação crescer, a verba será desbloqueada no segundo semestre.

Apesar das justificativas do Governo, estudantes e professores deram a resposta nas ruas contra as pautas de censura e contra a mordaça das escolas brasileiras com a escola sem partido, que fora proposta pela bancada conservadora do Congresso Nacional. Segundo a Folha De São Paulo, os protestos de 15 de maio ocorreram em todas capitais brasileiras e no Distrito Federal e em mais de 145 municípios. Já em 30 de maio segundo a VEJA, os protestos se espalharam em mais de 100 cidades tupiniquins, em São Paulo no largo da batata segundo a UNE, cerca de 250.000 participaram das manifestações.

O número de cidades e de pessoas nas manifestações, deixa claro que alguns segmentos da sociedade brasileira não vão se curvar as propostas abusivas para a população, como a reforma da previdência e cortes nas verbas para as universidades. Se o Presidente Jair Bolsonaro achou que iria governar o país a golpes de frases feitas e jargões trágicos como “Vamos acabar com isso daí”, a resposta das ruas mostrou que para ser presidente precisa de muito mais do que bordões famigerados.

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