Por Rafael Toledo 

O jogador de futebol Neymar foi acusado de estupro por uma mulher de 26 anos no dia 01/06, mas ainda não há provas concretas do que aconteceu. Até onde uma acusação como essa é permitida? Se caso não houver uma comprovação do abuso, a imagem do atacante pode continuar manchada, pois ainda há quem duvide de possíveis acobertamentos de casos grandes como esse. Porém, quantas outras pessoas são denunciadas por razões não plausíveis em todo o mundo e acabam com sua integridade denegrida para o resto de suas vidas. 

As falsas denúncias de estupro não são novidade e são conhecidas e descritas em muitos lugares, como em Gênesis, com a síndrome da mulher de Potifar. Na história, Potifar é um senhor de muitos escravos e sua mulher deseja deitar-se com um deles, José, que era o servo que tinha mais crédito com seu dono. A mulher assedia o vassalo e ele se nega a ter relações com ela. Após ser negada, ela acusa José de tentar a estuprar e Potifar o prende injustamente. 

A criatividade ao inventar casos por interesse, vingança ou após ser rejeitado(a) destrói famílias, pessoas e ambientes, gerando problemas de ansiedade, depressão, alcoolismo e até o suicídio. Mas, a possibilidade de tornar essas delações em crime hediondo foi negada. A justificativa da rejeição foi a existência do crime de denúncia caluniosa, em que a punição varia entre dois e oito anos e uma multa. Esse é o preço justo por destruir o acusado? 

As denúncias falsas feitas por mulheres ainda prejudicam a verdadeira luta feminista. Fazem crescer ainda mais questionamentos como “Qual roupa estava vestindo?”. Por ser um crime difícil de se provar, a palavra da mulher perde ainda mais a credibilidade em outros casos que são verdadeiros, desencorajando outras a revelarem a violência sofrida. É um ciclo que parece ser interminável.  

Qualquer ato em que a mulher não tenha consenso, hoje, é considerado estupro. Entretanto, em um caso como o de Neymar, em que eles se encontram em um quarto em Paris e, no dia seguinte, a mulher diz, em conversas íntimas reveladas pelo jogador, que quer encontrar-se com ele de novo, é algo, no mínimo, duvidoso.  

A revelação de tais conversas incrimina o atacante por expor imagens de nudez – mesmo borradas – da mulher. Mas o que o levou a tal ato desesperado e mal calculado foi a gana por se livrar das acusações, o que o fez cometer um crime. Ainda que estejam, ou não, os dois errados, ambos saíram perdendo, o que não é comum em episódios como esse.  

Outras circunstâncias em que crianças são utilizadas como um apelo em incriminações são ainda mais graves. No caso da ex-paquita Ana Paula de Almeida, que em abril denunciou o marido, relatando que o mesmo a agredia corriqueiramente e queria tomar o vosso filho para ele. Dias depois foram encontradas imagens em que Ana se automutilou para acusar o marido. Outros casos há o uso da criança como vítima de abuso, em que ex-componentes de um casal acusam fantasiosamente o outro de estupro de vulnerável, com o objetivo de obter a guarda da criança, dinheiro ou vingar-se por razões pessoais. 

“Quando a criança é muito pequena, tem dificuldade para diferenciar a fantasia da realidade. Se repetem que ela sofreu o abuso, aquilo acaba virando uma verdade para ela” Diz Lindomar Darós, psicólogo infantil e adolescente. A criança assim pode ter problemas psicológicos, sociais e até de saúde, além de ter receio de encontrar o pai ou a mãe a quem foi atribuída a denúncia. 

A perda de reputação, o linchamento público, a perseguição, uma demissão, a ruína de um vínculo com os filhos, depressão e o suicídio são consequências das mentirosas acusações. Se isso pode causar a morte, deveria ser revisto como um crime hediondo. 

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