Por Thiago S. Annunziato

De acordo com OMS (Organização Mundial da Saúde) o nível médio de suicídios por jovens na faixa etária de 12 a 25 anos cresceu em torno de 40% em relação há anos anteriores. Este mesmo órgão, analisou que no Brasil o suicídio é a quarta maior causa de morte entre esses jovens. Causado por aspectos não tão aparentes ou visíveis como tristeza, irritação, insatisfação, baixa autoestima e pressão social.

Muitas pessoas se perguntam o porquê deste índice ser tão alto. Se em tese, temos uma brilhante evolução nos parâmetros tecnológicos, científicos e progressistas. O que então impulsiona estes jovens de cometerem atos ao ponto de tirarem suas vidas? O tabu do suicídio não veio á tona nestes últimos anos. Sabe-se que desde a década de oitenta nos Estados Unidos, de acordo com a BBC, alegavam que estas mortes poderiam ocorrer por influência de outros ou por imitações dos jogos de entretenimento emergentes na época.

E é claro que não falar dos principais problemas que geram suicídios e mortes horrendas seja a solução, muito pelo contrário. Levamos à geração anterior a base da mordaça, do bloqueio dos sentimentos e da aplicação do que é certo errado ou subversivo. Criamos uma geração de pais que ainda possuem dificuldades em lidar com os sentimentos de seus filhos, que ainda não sabem como proceder com certas atitudes, vontades ou desejos destes. Sem ao menos pensarem no “looping” de mudanças durante este quase meio século percorrido. O que de maneira integral nos aflita é como o Estado, os pais e até mesmo a grande parte da sociedade quer que seja, fique estancados no mundo do “American way of Life” ou de grandes lemas positivistas “ordem e progresso” sem ao menos entenderem que a sociedade esta em constante transformação de todos seus pilares.

O jovem nascido pela década de noventa ou ate mesmo nos anos dois mil, acaba por deparar-se com um mundo tecnológico e barulhento ao seu redor. Noticiários, computadores, filmes e as famosas “breaking-news” que arrebatam a população toda. Este jovem não se sente bem nesse novo mundo. Ou ate melhor, não o compreende. E para onde este jovem chega? Como chega? Quais serão suas vontades ou desejos para sua vida

De acordo com a Psicóloga Bianca Rovella “um dos fatores que podemos elencar é a vivência em uma sociedade mais adoecedora, pelo ritmo desta sociedade acelerada em função da tecnologia, algo que acontece aqui hoje, já se sabem do outro lado do mundo instantaneamente. Então este fluxo da velocidade das informações faz com que as pessoas fiquem mais aceleradas causando efeitos ansiogenos e depressivos. Agora, o suicídio por si só, se formos pensar em relação ao jovem, o que leva o mesmo a causar certos danos é a hiperdimensão do sofrimento, por questões de exposição virtual o que antigamente não ocorria desta maneira globalizada. Além disso, o que vejo desta diferença entre gerações é baixa tolerância à frustação, que leva talvez mais rapidamente a um quadro depressivo e suscetível ao suicídio.”.

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