Sem solução milagrosa e muito menos esperanças de mudança, a política brasileira há tempos já virou piada entre seus habitantes e entre a imprensa e políticos estrangeiros. Desde o golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência vivemos uma situação complicada. Michel Temer, nosso atual governante, implantou medidas que favorecem a pequena parcela rica da população; coisa que os dois governos anteriores faziam totalmente ao contrário: implantaram programas sociais e medidas para tentar “igualar” o país.

A paralisação dos caminhoneiros, que ocorreu no início do ano apenas piorou um cenário político já negativo e instável. As reivindicações dos caminhoneiros eram “simples”: diminuição no preço do diesel. Temer levantou mais ainda a guarda. Recuou. Acionou as Forças Armadas. Pressionou. Os caminhoneiros mantiveram-se firmes em suas decisões e em seus ideais e não cederam. Domingo à noite veio o pronunciamento do Presidente da República Federativa do Brasil; o preço do diesel cairia até 2019.

Anos de eleição são sempre complicados. A instabilidade e a certeza instalam-se e o clima do governo que será substituído soa um pouco como um “tanto faz”.

Poderia escrever sobre o governo Bolsonaro e tentar presumir o futuro do país, mas não farei isso. Estarei aqui para apontar para cada pessoa que votou nele e falar “Eu avisei!”. Sem mais. Esse nome nem deveria estar sendo citado aqui.

Não acho que há uma receita milagrosa para essa crise. Na verdade, eu não saberia nem por onde começar. Uma reorganização de prioridades, com certeza é um dos primeiros passos do sucessor de Michel Temer (isso não acontecerá, mas o que custa sonhar?). Essa tarefa teremos que acompanhar de perto, para que não se torne uma bagunça (ou piore, no nosso caso).

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