FERNANDO HOLIDAY: jovem e controverso, vereador já pensa na Prefeitura de São Paulo

Vereador também almeja sentar na cadeira de Presidente da Câmara Municipal em 2019

Fernando Holiday na Câmara dos Vereadores (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) Fernando Holiday na Câmara dos Vereadores (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Por Gustavo Henrique Honório de Morais e Lucas Gomes Kosio

 

SÃO PAULO/SP – Fernando Holiday Silva Bispo, 22, vereador mais jovem da história da cidade de São Paulo, negro, homossexual, controverso. Antes de 2015, era só Fernando Silva Bispo, ganhou mais um nome após a entrada no MBL. Não optou pelo Silva por ser muito comum, abandonou o Bispo por não querer ser associado com a igreja. Por pouco não foi Fernando Fucker, uma outra ideia surgiu. Fã de Lady Day, grande nome do jazz – que também é Billie Holiday –, decidiu homenagear a cantora. Após ter sido eleito, Holiday pleiteou a alteração do nome em seu registro civil e hoje já possui o apelido incorporado em seus documentos. Com uma infância pobre, foi criado no bairro Cohab 5, em Carapicuíba, estudou a vida toda em escolas públicas e foi educado por sua mãe, Maria, auxiliar de limpeza.

Foi eleito, em 2016, com 48.055 votos, sendo o primeiro homossexual assumido a ocupar o cargo. Estudante de Direito, ganhou notoriedade por atuar ativamente nos protestos favoráveis ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015, quando participou da chamada Marcha Pela Liberdade. Assegurou ter marchado, a pé, de São Paulo até Brasília. Hoje, é um dos coordenadores nacionais do Movimento Brasil Livre (MBL), movimento que “defende o liberalismo econômico e o republicanismo”. Holiday é considerado uma das figuras mais polêmicas da política nacional em razão de seus posicionamentos em relação às questões raciais, de gênero e econômicas, já que é um árduo defensor das privatizações, além de adotar uma postura conservadora em temas como religião, sexualidade e drogas. Recentemente, Fernando foi chamado, por Ciro Gomes, de “capitãozinho-do-mato” por defender bandeiras como o fim das cotas raciais e o fim da Secretária Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo.

Já declarou que abre mão de carro oficial, que doa parte de seu salário a algumas instituições de caridade e que corta metade de suas verbas de gabinete por discordar de algumas benesses conhecidas da classe política. O vereador atua no bairro da Bela Vista, quinto andar, sala 515 da Câmara Municipal de São Paulo.

 

Quem era o Fernando Holiday na infância/adolescência? Quando você percebeu que era uma pessoa politizada?

A maior parte da minha infância e adolescência foi distante da política, sempre fui um aluno muito tímido na escola, não gostava de falar em público, tive dificuldades no início do meu aprendizado e na minha alfabetização. Já no final do meu ensino médio, comecei a me interessar por política, comecei a estudar mais. Fui incentivado por um professor, que tinha ideias completamente contrárias às minhas, a estudar e consolidar meus posicionamentos.

 

Qual seu livro de cabeceira?

Eu aprendi a ler e interpretar textos lendo Harry Potter. Então, eu diria que, para entretenimento, Harry Potter sempre vai estar comigo, no meu quarto, mas o livro que me libertou intelectualmente foi Ação Afirmativa ao Redor do Mundo, de Thomas Sowell, um intelectual e economista norte-americano que estudou o sistema de cotas raciais pelo mundo. Ele foi o grande responsável pelo meu posicionamento contrário às cotas raciais e esse posicionamento polêmico é o que vai fazer com o que eu me conscientize em todos os outros assuntos envolvendo política.

 

Qual seu filme favorito?

Eu gosto de tanto filme que… Nossa… Fica bem difícil. Mas vou escolher um da minha saga favorita. Fico com Harry Potter e o Enigma do Príncipe.

 

Como foi sua entrada no MBL?

Bom, eu trabalhava num cursinho pré-vestibular, isso ainda em 2014. Eu trabalhava no cursinho e tinha uma bolsa, estudava lá também. Eu discutia muito com professor de Geografia, História etc, que tinham posicionamentos mais de esquerda, já naquela época eu tinha um posicionamento mais à direita. Em um determinado momento, resolvi gravar sobre esses meus posicionamentos, gravar vídeos que só meus amigam viam e um desses vídeos foi criticando o movimento passe livre que na época tentava retomar os protestos ocorridos em 2013. Eu criticava a ideologia deles e resolvi mandar esse vídeo para algumas páginas grandes, até que o pessoal do MBL viu, gostaram da forma como eu falava e me convidaram para conhecer o escritório deles. A gente montou todo um projeto para fazer um canal de YouTube, escolhemos meu nome, que passou a ser Fernando Holiday. Em nenhum momento a gente falou em manifestações, candidaturas. A ideia era fazer um canal inspirado em Porta dos Fundos, Felipe Neto, mas que só falasse sobre política de uma forma descontraída. No meio desse processo, o impeachment começou a ganhar força e a gente chamou a primeira manifestação.

 

Como decidiu que se candidataria para Vereador?

Isso tudo foi um processo. Ao longo do processo de impeachment e das manifestações, conversei com deputados e senadores, percebi que é revoltante a desconexão da maioria dos políticos com aquilo que realmente acontece na sociedade, é como se eles ganhassem o mandato e fossem viver na ilha da fantasia. Isso nos revoltou muito porque “deu o que fazer” para convencer diversos políticos de que o impeachment era a vontade da maioria dos brasileiros. Fizemos, por conta disso, nosso primeiro Congresso Nacional do Movimento (MBL), que aconteceu em Novembro de 2015. Nesse Congresso, com todos nossos militantes de todo o país, decidimos que o único jeito de se fazer representado nessas instituições era tendo nossas próprias candidaturas. A partir desse ponto, todo mundo começou a me falar que eu falava muito bem e tinha um bom discurso e, nesse Congresso, decidi que me candidataria para o cargo de Vereador.

 

Por que escolheu o Democratas (DEM) e não outro partido, por exemplo? Em algum momento se arrependeu dessa decisão?

Eu recebi convites e conversei com diversos partidos. Inclusive, o partido NOVO seria o meu favorito para me filiar, mas todos esses partidos tinham alguma restrição à minha atuação. Para dar alguns exemplos: o NOVO não permitiria que eu apoiasse candidatos em outras cidades, em outros estados, candidatos que não fossem filiados ao mesmo partido… E o MBL apoiou candidatos nos mais diversos partidos, o que inviabilizaria; o PSDB, por exemplo, tinha o Tucanafro, que é extremamente contrário aos meus posicionamentos em relação às cotas raciais, então, teria que restringir meu posicionamento e assim foi cada partido. O único partido que não fez absolutamente nenhuma restrição foi o Democratas. Permitiu, inclusive, criticar pessoas do próprio partido, isso foi fundamental. Até aqui eles não descumpriram com essa palavra.

 

O que você pensa em fazer ao final de seu mandato?

Eu tenho pensado em 3 possibilidades: a primeira, que seria a mais convencional, é tentar a reeleição para o cargo de vereador, porque, definitivamente, em 4 anos não se consegue fazer tudo o que se pretende, os processos no legislativo são muito demorados, além disso, você precisa convencer outros vereadores de seus projetos e isso leva tempo; a segunda possibilidade é focar nos meus estudos e tentar uma nova eleição em 2022 para o cargo de deputado estadual ou federal; a terceira opção seria concorrer a um cargo majoritário, como prefeito de São Paulo no ano de 2020, por exemplo, mas isso dependeria de pessoas que tenham experiência, capacidade na administração privada e pública e que me ajudassem a construir um plano de governo sólido e competitivo.

 

Você possui 42 projetos de lei tramitando na Câmara dos Vereadores. Quais deles você elegeria como os três principais?

Eu diria que 2 projetos que eu realmente gostaria de aprovar, que simbolizam essa ideologia liberal que me trouxe até aqui, são 2 projetos de quebra de monopólio estatal. Um já foi aprovado, mas vetado pelo prefeito, tenho que trabalhar para derrubar o veto, que é a quebra do monopólio estatal no serviço funerário, permitindo que a iniciativa privada concorra, o que não é possível. Outro projeto, já aprovado em primeira votação e aguardando a segunda, é a quebra de monopólio na poda de árvores. Hoje, só a prefeitura pode podar árvores, com esse meu projeto, empresas privadas poderiam prestar esse serviço, o cidadão não dependeria somente do serviço municipal. Considero o terceiro projeto o mais difícil, mesmo que eu faça dois mandatos, mesmo que eu fique aqui minha vida inteira, seria muito difícil de aprovar, mas vou batalhar para avançar com ele em algumas comissões é a extinção do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, o que geraria a economia de milhões de reais e realmente extinguiria uma estrutura completamente inútil na cidade.

 

Em Maio desse ano você foi condenado a pagar R$ 20.000 de indenização por falsa comunicação de crime. O que aconteceu nesse episódio?

Um militante, se eu não me engano, filiado ao PSOL, invadiu meu gabinete, cuspiu na sala, xingou a assessora e foi embora. Eu noticiei na minha página, chamei a Guarda Municipal, fui na delegacia e fiz o B.O., mas não existem câmeras nem no corredor da Câmara e nem no meu gabinete, então, não consegui provar o ato da invasão e nem o ato de ofensa aos funcionários, o que me custou R$ 20.000.

 

No ano de 2016 foi realizada uma denúncia de Caixa 2 em sua campanha eleitoral. O que aconteceu?

Na verdade foi um ex-advogado de campanha que começou a lançar esses boatos de que teria havido Caixa 2 na minha campanha. Acabou saindo uma matéria no Buzzfeed, mas não havia nenhuma denúncia formal, nenhuma investigação em andamento, ninguém havia levantado suspeitas. Mesmo após a notícia, não houve nenhuma investigação, o Ministério Público não se interessou, mas os boatos continuaram, foram andando, pessoas foram me atacando, jornalistas me questionando e, por mais que eu tentasse explicar que não houve Caixa 2, percebi que as pessoas precisavam de alguma ação que um político convencional não faria. A única ação possível que consegui pensar foi me denunciar. Então, a primeira denúncia formal sobre isso no Ministério Público e na Polícia Federal foi eu mesmo que fiz; peguei todos os materiais que estavam nas matérias, liguei pra PF, pedi para que investigassem. Pouco tempo depois, prestei depoimento, dei o nome de todas as pessoas que trabalharam para mim na campanha. Agora, só estou esperando o final dessa investigação. Paralelamente a isso, vou processando as pessoas que espalharam essa notícia.

Ex-advogado de Fernando Holiday durante a campanha eleitoral, Cleber Teixeira se recusou a assinar a prestação final de contas ao TSE por afirmar que o atual vereador teria usado recursos não declarados à Justiça Eleitoral. O portal do TSE mostra que a campanha arrecadou pouco mais de 59 mil reais, mas Cleber diz que parte do dinheiro não foi contabilizado e gasto com cabos eleitorais e com o pagamento de mensalidade da universidade de Holiday.

 

Qual sua opinião sobre a PEC 55?

PEC 55? Essa é do ensino médio? Ah, a do teto de gastos. Eu e o MBL militamos muito favoravelmente a essa E.C. porque isso foi o princípio do crime de responsabilidade fiscal pela ex-presidente Dilma. Ela gastou mais do que arrecadava, maquiou as contas públicas para que isso fosse disfarçado ao máximo e o Brasil entrou onde entrou com um déficit bilionário. É preciso estancar essa hemorragia nas contas públicas, eu não acho que essa emenda deva durar mais do que 2 décadas, é uma questão de ajustar as contas para que o país se liberte.

 

Qual sua posição acerca do movimento #EleNão?

Eu acho que é um movimento muito restrito aos grandes centros urbanos e à classe artística, tanto que as pesquisas eleitorais demonstraram isso, após as manifestações, as intenções de voto do Bolsonaro cresceram, e cresceram, inclusive, entre as mulheres. Então, acho que é um movimento que não representa aquilo que a maior parte da população acredita, porque o Bolsonaro foi, realmente, o único candidato que conseguiu falar a língua da população comum no quesito costumes e conservadorismo, levando, de quebra, uma ideologia e um plano de governo liberal.

 

A Câmara dos Vereadores possui 55 vereadores, correto? Menos de cinco são negros. Nesse sentido, numa sociedade como o Brasil, como você entende a questão do racismo?

Eu acho que o racismo no Brasil possui uma característica interessante se comparado ao racismo americano. O racismo americano é evidente, principalmente por parte do Estado. O período Jim Crow, no sul do país, foi o mais evidente disso, com políticas racistas claras e objetivas. No Brasil, a gente não viu isso, viu isso muito velado por parte do Estado e das pessoas. A gente vê isso ainda hoje no país. Quando você institui um sistema de cotas raciais, seja em concursos públicos ou universidades, você, na verdade, acaba reforçando esse racismo velado porque o negro entrando em determinado local, principalmente nas universidades, obviamente ninguém vai lá fazer uma manifestação contra isso, “Olha lá, o preto entrando aqui, tomando minha vaga”, mas isso vai entrando no chamado inconsciente coletivo, como Durkheim dizia, uma vez enraigado no inconsciente da sociedade, cria-se a impressão de que aquele negro não seria capaz de entrar senão por meio das cotas raciais. Mesmo assim, você não deve se abster de incluir essa população nas universidades e nos concursos. Uma saída para isso seriam as cotas sociais, que levam em conta a classe social das pessoas, sua situação econômica, o estudo na escola pública, que é péssima, e, consequentemente, acaba incluindo o negro que está na maior parte dessa população.

 

O ingresso na Câmara dos Vereadores se dá através do voto popular. Você entende que essa diferença entre a representação do negro e do branco dentro da Câmara é por conta do racismo?

Há um argumento favorável às cotas, acho muito interessante, inclusive, que fala da equidade social, que a sociedade brasileira não está acostumada a ver negros em posição de destaque. Isso acontece muito porque grande parte dos negros, isto é, a população mais pobre, tem uma educação pública de péssima qualidade. Acho que um jeito de se resolver isso seria instalando o sistema de vouchers, já existente no Chile, onde, ao invés do Estado administrar essas escolas, ele passa vales de educação para as famílias e elas passam a matricular seus filhos seja em escolas públicas ou privadas, mas passam a ter esse poder de escola; dessa forma você conseguiria fazer com que negros e pobres, de uma forma geral, tivessem uma melhor qualidade de ensino. A partir dessa qualidade de ensino, naturalmente os negros vão começar a alcançar posições de maior destaque e sucesso.

 

Por que, mesmo sendo negro, você se diz contra o dia da consciência negra?

Eu me coloco contra do dia da consciência negra por 2 motivos básicos: o primeiro é o próprio nome: ‘Consciência Negra’. Antes de eu ter um posicionamento político, isso já me incomodava, o fato de ter um dia dedicado especialmente para pessoas daquela cor, acho que isso mais uma vez remete ao Apartheid, à segregação; o segundo é realmente o caráter histórico. Até 1950, Zumbi dos Palmares, que é o sujeito homenageado nessa data, era visto pela maior parte dos historiadores sob um olhar de desconfiança já que não se sabia muito sobre ele, mas todas as evidências levavam a crer que ele também era uma figura totalitária, até por conta do contexto em que ele vivia e ele usava desse sistema ditatorial para governar os quilombos, escravizando, inclusive, outros negros, como acontecia em países da África. Portanto, o Zumbi é uma figura muito controversa, que não representa a libertação dos negros, e só passou a ser visto como um herói nacional a partir da década de 50, sob uma visão do historiador Darci Ribeiro, que tentou colocar Zumbi dos Palmares como um exemplo de “socialismo que deu certo” antes de seu tempo, o que não é verdade. Então, por conta da figura homenageada e por conta do próprio nome, sou contra o dia da consciência negra, mas acho que o dia poderia ser transferido para homenagear outra figura, em outra data, com outro nome, como, por exemplo, Luís Gama, que foi um advogado autodidata que libertou mais de 600 escravos, ou também a data da abolição da escravatura que acho que não deveria ter deixado de ser um feriado.

 

Quais são seus posicionamentos sobre a legalização da maconha, do aborto e sobre o estatuto do desarmamento?

Bom, começando pelo aborto, eu sou completamente contra a legalização. Só o fato de se ter uma dúvida de onde se começa a vida, acho que já seria o suficiente para que não permitíssemos essa atrocidade, mas acho que o que falta no Brasil é uma política de Estado que atenda as mulheres que pensam em abortar, para que elas não acabem caindo na clandestinidade. Essa política deve incentivar associações que acolhem essas mulheres, principalmente no caso de estupro, por mais que a legislação já permita; quanto à legalização da maconha, também sou contra. Meu posicionamento diverge de alguns membros do MBL; o Kim e o Arthur, por exemplo, já acham que o caminho da legalização pode ser um caminho bem-sucedido, eu já considero que o Brasil nunca teve, realmente, uma guerra contra as drogas, sempre faltou equipamento, inteligência, agentes bem treinados e vontade de fazer, acho que, enquanto não fizermos uma guerra contra as drogas bem planejada e protegermos nossas fronteiras, não podemos nem pensar em discutir a legalização de qualquer droga. Sou a favor do estatuto do desarmamento. Mais uma vez, com uma certa restrição, se comparado aos outros coordenadores do MBL, acho que a posse de arma deve ser garantida, ou seja, a pessoa ter sua arma em casa. Já para o porte, não sei se nosso país está culturalmente preparado para isso, para que as pessoas possam andar com armas nas ruas, acho que devemos discutir muitas questões regionais, culturais e educacionais antes disso.

 

Como você enxerga a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em proibir Lula de ser entrevistado?

Por conta do momento eleitoral que a gente vive, até mesmo as condições em que o ex-presidente Lula foi preso, isto é, fazendo da sua própria prisão um espetáculo e desrespeitando a justiça e uma decisão judicial, a entrevista não deveria ser concedida, realmente. Pra se ter ideia, demorou-se anos para conseguirem entrevistar Fernandinho Beira-Mar. É preciso esperar um período de maior estabilidade para, talvez, ele ter esse direito. Por enquanto, quando ele mal começou a cumprir sua pena, acho que a decisão do STF foi acertada.

 

Qual a relação do MBL com o Bolsonaro?

Na verdade, o MBL sempre teve uma relação relativamente distante. Ao longo do processo de impeachment foi o mais próximo que estivemos dele, porque havia, ali, uma pauta maior, uma bandeira maior pela qual nos unimos, mas, a partir do voto dele no impeachment, em 2016, homenageando o Coronel Ustra, eu lembro que eu gravei um vídeo criticando esse voto dele e, depois disso, criticamos várias declarações dele, nos mais diversos sentidos. Agora, mais próximos das eleições, percebemos que o único candidato que teve a capacidade de aglutinar o eleitorado de direita, e o único candidato capaz, realmente, de colocar essa voz, que estava engasgada, para fora, foi ele. Inclusive, duas horas antes dessa entrevista, declarei meu apoio a ele, óbvio que um apoio com restrições por conta de todas nossas discordâncias, mas, nesse momento, ele é o único que pode vencer o PT.

 

A favor de Bolsonaro ou contra o PT?

É difícil dizer, já que existe a questão, também, da incompetência de todos os outros candidatos, então, se eu tivesse um candidato que melhor aglutinasse todas as ideias que eu acredito, hoje, eu teria um voto mais contra o PT que pró-Bolsonaro, mas, por conta de toda essa incompetência, eu fiquei com tanta raiva dos outros que meu voto acaba sendo, realmente, mais pró-Bolsonaro no sentido de que ele está dando uma lição de política a quem viveu disso e esteve ali nas grandes cadeiras da política ao longo desses anos.

 

 

Ping-pong

Ao final da entrevista, apresentamos nomes ao vereador e ele disse a primeira palavra/frase que veio à mente:

Ciro Gomes: racista                    João Amoêdo: no mundo da lua

Jair Bolsonaro: sortudo              Fernando Henrique Cardoso: fora do tempo

Lula: bandido                               João Dória: poderia ter sido melhor

Dilma Rousseff: burra                Geraldo Alckmin: não sabe o que faz

Temer: incompetente                  Guilherme Boulos: um radical

Haddad: fantoche                       Sérgio Moro: faz o seu trabalho

Cleber Teixeira: traidor               Joaquim Barbosa: confuso

Cabo Daciolo: doido                   Fernando Holiday: Essa é a mais difícil, confesso… É… Um eterno aprendiz

Leave a Reply