O renascimento na terceira idade

Por Giovanna Colossi, Leonardo Pratt e Raul Motta

No Brasil, o número de idosos cresceu de 25,4 milhões para 30 milhões entre 2012 e 2017, segundo pesquisa do IBGE. Com isso, o número de asilos e albergues subiu de 46 mil para 61 mil no mesmo período. Esses dados retratam uma triste realidade: o abandono de idosos. De acordo com o Disque 100, em 2016 esse serviço recebeu 32.632 denúncias relacionadas aos idosos.

A maioria delas tinha ligação com negligências, violências psicológicas e violência patrimonial. Ao mesmo tempo que a prevenção de doenças prolonga o tempo de vida das pessoas, cada vez mais a solidão entre os idosos aumenta. Diante disso, surgem alternativas para melhorar tal cenário: uma delas é ter a companhia de um animal de estimação. A rede de hospitais Northwell Health, nos EUA, já adotou essa prática e os resultados não poderiam ser melhores. A relação com os animais libera no organismo humano a serotonina, um hormônio de satisfação que se sobrepõe aos hormônios que causam tristeza, como o abandono familiar.

Com uma população cada vez mais velha, no Brasil as iniciativas para integrar os idosos a rotina dinâmica das cidades partem de entidades governamentais e não governamentais, que visam não apenas inseri-los no mercado de trabalho, mas também capacita-los para entender as novas dinâmicas e aparatos tecnológicos, cursos de inclusão digital para idosos são cada vez mais comuns em secretarias estaduais, assim como é cada vez mais comum escutar histórias de idosos que resolverem retomar seus estudos.

Este é o caso dos alunos da Universidade Aberta à Maturidade, oferecido por diversas universidades ao redor do Brasil com diferentes nomes, mas com aspectos parecidos, o curso de extensão geralmente tem como objetivo ser um espaço de convivência para a terceira idade, onde poderão falar sobre assuntos da contemporaneidade, assim como não precisarão se preocupar com o possível fim o curso, por se tratar de um programa que tem uma duração indefinida, no caso da iniciativa da PUC-SP, a Universidade Aberta à Maturidade, iniciada em 1991, o curso tem o intuito de trabalhar o princípio da espontaneidade- criatividade e da participação ativa dos alunos no seu processo de aprendizagem, produzir novos valores e construir novas atitudes frente à família, aos amigos e ao mundo.

O curso conta com aulas das mais diversas áreas do conhecimento, que são distribuídas em 4 fases, com carga horária de 90 horas semestrais. Os alunos inscritos no curso comparecem duas vezes por semana, na parte da tarde, e assistem aulas de 3 horas em cada dia.

Acompanhamos uma aula do curso, onde conversamos com a aluna de 90 anos, Lella Saadi, e nos deparamos, como bem apontou o Sr. Wanderley Pedreschi, também matriculado, com senhoras “super atualizadas”, que sabem lidar muito bem com a passagem do tempo.

Clique aqui e assista nosso mini-documentário:

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