Por Guilherme Mendes

Atualmente um medo que surgiu em que vive em um países emergente como um Brasil, é de que sua moeda perca valor perante a moeda de maior peso internacional, o dólar, que ultimamente tem tido uma alta no seu  valor, um dos maiores em anos de existência do Plano Real, assusta, o que traz à tona assuntos como Argentina e Venezuela, os quais passam por problemas sérios de economia.

As moedas dos países emergentes têm perdido valor em relação ao dólar, no decorrer dos últimos meses, devido ao aumento das taxas de juros nos Estados Unidos tem aplicado em suas políticas nacionais, isso se mostra natural devido ao poder desempenhado no cenário mundial.

Para entender melhor, isso ocorre pois há um aperto na política monetária americana o que torna os títulos públicos do país, se tornar um dos mais seguros do mundo e mais lucrativos o que consequentemente estimula investidores em busca de maior retorno e menor risco a transferirem seus recursos para os norte-americanos.

Mas, contudo, o peso, teve a sua maior queda do que qualquer outra moeda neste ano.

Para entender bem como anda a inflação da argentina, o seu ápice atingiu 30% recentemente, o que tornou a taxa uma das altas do mundo, embora não seja algo fora do comum na história do país.

O desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) nos últimos anos na argentina, foi irregular, e pouco tempo depois de encerrar a disputa com os chamados “fundos abutres”,  que são, fundos que ganham um milionário litígio na Justiça americana para receber integralmente o valor da dívida de bônus em moratória compradas a preço de lixo, são propriedade de poderosos magnatas com destreza magistral para fazer dinheiro com países e empresas em crise, o que gerou uma instabilidade maior e uma divida com bancos internacionais.

 

A Argentina se vê agora diante de um novo impasse financeiro. Com sua moeda despencando, o país subiu a taxa de juros ao maior patamar do mundo, consumiu boa  parte de suas reservas em dólares, buscou ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e agora tenta buscar a confiança de investidores para evitar uma nova disputa cambial.

O custo desse acúmulo de problemas acaba pesando diretamente no bolso dos argentinos, pois a inflação aumenta e custo de vida só encarece. A expectativa é de disparada de inflação, superando as projeções. Além disso, o crescimento da economia do país neste ano deve ser menor que o previsto. O ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, admitiu que “a Argentina terá mais inflação e menos crescimento num curto prazo”.

Nesse cenário, a popularidade do presidente Mauricio Macri despencou, com o percentual de cidadãos que fazem avaliação negativa de seu governo passando para 62,7% (contra 37,7% de aprovação).

Esse movimento de decadência foi descrito como “uma das histórias mais intrigantes dos anais da história econômica moderna”.

Em entrevista com José Francisco Gonçalves, professor da USP e economista chefe do Banco Fator o Brasil não corre o risco que chegar na situação da argentina: “O brasil não corre risco de chegar em uma situação parecida com a da Argentina, pois diferente de lá o Brasil detém uma dívida interna e não uma dívida externa em dólar, o qual dificulta o pagamento desta pois requer investimento estrangeiro, coisa que não acontece em crise…”

Mesmo que a ajuda financeira do FMI e as reformas do governo funcionem, parece que a Argentina está, novamente, em um uma situação complicada, à medida que busca encontrar um caminho em meio a outra crise econômica.

A situação do brasil não é uma das melhores, há problemas graves em nossa economia, mas dentro de todas as possibilidades, estamos bem pois em governos anteriores foi feito um planejamento de acúmulo de reservas, assim possibilitando com que a nossa economia não piorasse e nossa moeda se mantivesse ainda de certa forma estável no cenário econômico.

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