Por Guilherme Mendes

A indústria brasileira na última década, teve uma precarização em todos os setores possíveis. Após uma intensa industrialização feita pelo plano de governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek, a indústria brasileira, em principal a área automobilística, cresceu como nunca antes tinha acontecido, advindo das políticas rodoviárias implantadas pelo governo vigente. Hoje, a indústria parece não mais correr na estrada do sucesso econômico.

A fragilidade industrial também espelha o esgotamento do ciclo de bens duráveis de consumo, assim como a gradativa perda de eficácia dos instrumentos de auxilio fiscal usados pelo governo na tentativa de bloquear mais esse fator de regressão. A indústria brasileira reativou alta de 13,1% em junho. Os dados são da pesquisa industrial mensal (PIM), mas isto não significa uma melhora no setor industrial brasileiro.

Após uma fase de hiperprodução nos governos petistas, onde houve um grande incentivo principalmente para a área automobilística, como a queda do IPI e desconto de outras taxas e impostos para bens duráveis, implicou em uma em um crescimento econômico favorável ao mercado interno. Mas isso não durou muito tempo sendo que, não ouve a demanda necessária por parte dos consumidores para conseguir equilibrar as coisas, ai o declínio da indústria começava a surgir.

Iniciou-se a crise econômica brasileira, que em 2016 teve seu auge, implicando em uma crise política onde a então presidente da república veio ser retirada de seu posto. Com isso, o governo procurou tomar medidas para que a economia voltasse a crescer novamente, a liberação do dinheiro acumulado do FGTS para os beneficiários movimento todos os setores da indústria e economia nacional.

Logo após esse momento parecia que a indústria poderia voltar a retomar os rumos da evolução, até que um fenômeno que surpreendeu a todos veio à tona, uma greve dos caminhoneiros que resultou em uma paralisação em massa de todos os setores da indústria.

Apesar disso, a economia brasileira voltou a crescer após o fim da greve. Considerado a previa do PIB (Produto Interno Bruto), o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) mostrou que as riquezas do país cresceram 3,29% em junho, em sinal de recuperação após a paralisação.

Em entrevista, Carlos Fischer, engenheiro responsável pela produção de uma empresa de médio porte fabricante de produtos derivados de plásticos no brasil, afirma que a situação ainda não está favorável para nenhum setor fora alimentício, que mantém a produção normalmente, e que foi necessário fazer cotes desde 2014 para que a empresa pudesse permanecer ativa no mercado.

A empresa onde Carlos trabalha, mostra apenas um reflexo da economia atual, onde desemprego assombra uma grande parte do país. Um dos setores mais importantes do país, sobrevive através de pequenos respiros dados através de políticas econômicas feita a curto prazo.

De acordo com dados revelados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), comércio, indústria e serviços cresceram ante o mesmo período do ano passado.

Na comparação com o mesmo mês de 2017, apenas o comércio havia apresentado resultado positivo (+2,7%) em maio. Os setores de indústria e serviços despencaram 6,6% e 3,8%, respectivamente, no mês marcado pelo início da greve.

O Brasil não vive um bom momento, a incerteza política e uma crise econômica intensa, faz do Brasil, um lugar hostil e nada agradável em qualquer setor econômico. O país se aproxima das eleições presidenciais em um senário intenso, onde polarizações politicas causa uma incerteza e medo nos possíveis investidores que preferem se manter mais conservadores na área econômica.

Leave a Reply