Semana de Jornalismo discute meios alternativos

Convidados( Wagner Ribeiro,Priscila Pacheco,Camila da Silva e Amanda Rahra) da semana de jornalismo da PUC-SP:Realidades escondidas dos grandes jornais.

Por Bruna Carmagnani

É imprescindível para um jornalista ver e ouvir os demais meios de comunicação existentes para além da mídia hegemônica, principalmente para os futuros profissionais em formação, de tal modo que se teve a ideia de fazer uma mesa com representantes de alguns meios alternativos, de mídia como Priscila Pacheco, da Agência Cultural.

Priscila Pacheco é editora adjunta da agência cultural das periferias que é um veículo que existe há 8 anos e tem como foco tais áreas da cidade de São Paulo e outras da Grande São Paulo.O trabalho é feito por cerca de  80 jornalistas locais mas existem 8 que são fixos, os demais trabalham como freelancers. O objetivo é demonstrar as potencialidades de cada local e seus problemas.

Um dos principais desafios é ter um leitor periférico, de acordo com Priscila, eles ainda têm uma “elite” periférica que lê o jornal, eles querem ter um leitor de base mesmo, ter um leitor que possui a mesma base que é a base da televisão (que é a maior mídia periférica)

Outro foco abrangido no debate foi sobre jornalismo humanitário, com Wagner Ribeiro, que diz que quando pensamos em jornalismo humanitário (englobando o fotojornalismo) estamos vivendo um momento crítico dos direitos humanos, desde a segunda guerra mundial.

Ribeiro destaca a importância de serem debatidas as crises humanitárias para que elas não violem os direitos humanos, ele exemplifica dizendo que quando retratamos violentamente qualquer que seja a crise humanitária, estamos perpetuando a violência em primeiro lugar e ferindo o direito da dignidade humana. Há um consenso sobre as fotos que elas, quando chocantes demais, fogem de seu propósito que seria criar empatia, gerando apenas um afastamento da causa proposta.

“Quando a gente fala em cobertura da crise humanitária, quando a gente fala de jornalismo humanitário, de jornalismo de paz, o que a gente procura hoje não é empatia, e sim solidariedade “disse Wagner. Ele então ressalta a importância do diálogo quando se está em cenários de guerra, demonstrar ao fotografado que você vem em paz.

Camila da Silva e Amanda Rahra são jornalistas do Énois, veículo alternativo de notícias. No debate, elas falam sobre ter medo, sobre ser resistência, e que como jornalistas temos o papel de enfrentar esse medo.

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