Museu de anatomia exibe as especifidades do organismo

Espaço proporciona o conhecimento das estruturas que compõem o ser humano

Por Vinicius Vieira

O Museu de Anatomia Humana Professor Alfonso Bovero, encontrado na USP (Universidade de São Paulo), expõe o conhecimento acerca dos diversos órgãos que formam os diferentes sistemas do corpo. Associado a métodos de ensino em anatomia humana, o local busca um primeiro contato com as estruturas corporais.

Desde ossos do sistema esquelético até cadáveres, a presença de 500 crânios e mais 80 fetos com diferentes anomalias, o museu destaca-se no cenário brasileiro de anatomia. A instituição apresenta em seu acervo cerca de mil peças anatômicas, que são conservadas de acordo com seus sistemas e aparelhos de estudo.

Os visitantes podem transitar livremente e ter acesso as particularidades do sistema nervoso central e periférico, muscular, articular, esquelético, respiratório, digestório, circulatório e urogenital.

Cristiane Oliveira, da equipe gestora do museu, relata os princípios a serem atingidos e cita a escassez de recursos científicos na educação brasileira: “O objetivo do museu é divulgar a anatomia humana para o maior publico possivel, principalmente paras as pessoas que não têm acesso a este tipo de material. As nossas peças são únicas. As escolas por sua vez, fazem parte do nosso procedimento. Grande parte delas lidam com a falta de recursos científicos, e nosso papel é facilitar a educação dos estudantes”.

O acervo da exposição formou-se em 1914 pelo italiano Alfonso Bovero. Porém o local passou a receber visitantes somente em 1960 na Faculdade de Medicina da USP. Em 1997, foi transferido para o Instituto de Ciências Biomédicas.

O museu cultiva a história do seu criador e mantém um espaço batizado de Cápsula Bovero, que reproduz parte do escritório do professor anatomista. No local encontram-se além do mobiliário, os instrumentos que ele utilizava nas dissecções e algumas de suas preparações anatômicas especiais.

Quando questionada sobre a contribuição de Bovero para a existência do museu, Cristiane descreve todo o procedimento feito pelo italiano: “o museu só está deste jeito por exclusiva contribuição do professor. Ele em suas aulas de medicina preparava todas as peças do acervo, e posteriormente, criou-se a exposição”.

Apesar de toda a prática burocrática presente em uma universidade pública, atualmente o conselho gestor do museu tem avaliado propostas digitais, tecnológicas e financeiras de instituições particulares para melhorias no acervo.

“Um de nossos intuitos é fazer do acervo uma atividade interativa, principalmente com as escolas que vêm nos visitar. Dar o acesso à informação de forma mais virtual, com imagens, vídeos… Mas creio que isso é um projeto futuro, pois precisamos de um material mais moderno”, acrescenta a gestora.

No ano de 2014, ele foi fechado para reformulação até ser reaberto em 2017. A reforma foi planejada pelo anatomista e biólogo Edson Aparecido Liberti, que teve auxilio da assessoria de urbanismo e arquitetura da USP.

O museu funciona de terça a sexta-feira, das 13h às 16h, e encontra-se no Butantã na Avenida Professor Lineu Prestes, número 2415.

 

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