Por Giordana Velluto

 

 

 

Todos os noticiários  avisaram da necessidade de economizar água, mas a verdade é que ninguém leva os fatos tão à sério assim. Eu mesma, fui deixando para lá.

Exatas cinco semanas que não chovia significativamente em uma das maiores cidades do País. O tempo seco deixava  ar em condição ruim para respirar, o que atacava a rinite e até causava outras doenças respiratórias.

Havia acabado de me formar e dava aula numa academia do centro. Chegava cansada após um dia inteiro de trabalho e nessas horas, nada melhor que um bom e merecido banho. Girei o registro da torneira e nem sequer uma gota d’água caiu. Verifiquei tudo que poderia ter ocasionado o problema, até que me dei conta de que nos últimos dias não havia chovido.

Sem banho, sem poder escovar os dentes, tentei ao menos me limpar com lenços umedecidos. Tive que ir a pé ao mercadinho do bairro, pois o combustível do carro estava acabando e sem chances de conseguir gasolina nessa altura do campeonato.

As prateleiras do mercado estavam todas vazias, sem água não é possível produzir nada. As frutas, as verduras e os legumes não têm como serem irrigados, os animais não têm o que beber, as máquinas não são abastecidas e até mesmo os trabalhadores ficam sem condição nenhuma.

Com tudo isso, logo veio a “dorzinha” de cabeça, mas que remédio não contém água em sua composição? Foi até melhor eu começar a economizar saliva, já que nosso corpo é composto por 70% de água, e sem ela… A solução foi apelar para São Pedro e repensar nos hábitos, afinal a própria chuva dá conta de lavar a calçada, o carro, de encher a piscina, e o mais importante, os reservatórios.

Enfrentar tempo de seca não é fácil, o melhor jeito é esperar as águas de março que carregam com si o fim do verão e com isso, muitas chuvas, mas também trazem as enchentes, desbarrancamentos, bairros ilhados, voos cancelados e rezas para que pare d chover tanto.

No final, tudo termina em reza, seja para chover ou para parar.

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