O músico suíço que é sucesso na Europa já tem data para se apresentar no Brasil

 

Bastien Kaltenbacher nasceu em 20 de Maio de 1991 em uma pequena cidade suiça com pouco mais de 140 mil habitantes, próxima a fronteira com a França, chamada Lausanne. Filho de um jogador de hockey profissional, Bastian começou seguindo os passos do pai e chegou a jogar na Liga Nacional Júnior da Suiça, mas ainda investindo na música participou do coral da escola e mesmo conseguindo alguns solos, não estava levando a carreira a sério até que em 2010 o pai de um amigo escutou ele cantar e se ofereceu para produzir suas músicas, e aí começou o que seria uma carreira promissora.
Seu primeiro single foi a música “Lucky” em que ele diz através de versos fáceis de serem lembrados embalados com uma melodio alegre e doce que ele como ele se sente sortudo por ter alguém que ele ama ao seu lado e como a vida dele não vai precisar ser como ele imaginava porque ele teve sorte. Claro que aos 19 anos Bastian poderia ser só mais um adolescente risonho embalado pelo amor e escrevendo versos fofinhos, mas naquele momento a sorte havia sorrido para ele de outras maneiras também.
Seu primeiro álbum de estúdio “Tomorrow May Not Be Better” foi lançado em setembro de 2011 e foi um sucesso de vendas na Suíça e em 2012 foi notificado que o álbum vendou mais de 30 mil cópias apenas lá. Ainda em 2012 ele ganhou o Swiss Music Award na categoria de “Revelação do Ano”. Um álbum que além de demonstrar toda a beleza, inocência e um amor romântico que só a juventude pode ter especialmente devido ao toque acústico presente em todo o álbum dando o melhor toque de apaixonado que faz adolescentes suspirarem enfeitiçadas por ele, conta com um traço pessimista típico da estética europeia começando pelo nome do álbum e pela música homônima “Amanhã Pode Não Ser Melhor”, em tradução livre, que descreve detalhadamente os aspectos mais angustiantes de uma doença que o impede de seguir em frente. Seguindo o mesmo estilo temático temos “Nobody Should Die Alone” (Ninguém Deveria Morrer Sozinho) e “The Fakebook”, uma pesada crítica a falsidade e opressão social que a rede social mais usada do mundo pode causar. Contrapondo o pessimismo, é possível encontrar baladinhas românticas como “Smile” (Sorria) uma música tocada em suaves notas tiradas do seu violão em que ele fala que pode até seguir com a sua vida, mas que ele jamais amará outra pessoa como ele a ama e “Love Machine” (Máquina de Amor) em que ele descreve sobre uma paixão louca por uma moça que ele sabe que vai deixá-lo sofrendo depois.
Em 2013, ele lançou o álbum Too Old Too Die Young (Muito Velho Para Morrer Jovem) que é possível afirmar ser um reflexo direto da sua fase de transição e como tudo em que está nessa fase, consegue-se encontrar características do álbum anterior, como uma inocência juvenil, assim como características que seriam encontradas no seu próximo álbum, uma ousadia e um sex appeal, que só seria lançado em 2015.  A faixa “79 Clinton Street” foi performada no evento do Bola de Ouro da Fifa e teve uma recepção muito positiva. A música se inicia com acordes semelhantes a Marcha Nupcial (a tradicional música de casamento) com os dizeres “Se você aceitar minha mão, eu serei o rei do mundo” e ao longo da música demonstra-se que ele está falando de apenas uma moça que ele queria impressionar, pode-se notar que ele continua sendo um romântico incorrigível, mas sendo muito mais intenso. Ainda na pegada mais romântica, nos deparamos com faixas como “You´re The One” (Ainda que não tenha tradução exata para essa expressão, passa a ideia de que ela é o verdadeiro amor da vida dele), “I Won’t Cry” (Eu Não Vou Chorar) e “Leaving Tomorrow” (Deixando o Amanhã) em que ele descreve o sofrimento brutal de um término de relacionamento, sendo uma das músicas mais emocionais de sua discografia. Destoando um pouco, não apenas tematicamente, mas melodicamente temos “Dirty Thirty” (algo como “30 anos e sujo”) um rockinho agradável com uma clara influência do movimento Emo do início dos anos 2000, época em que ele era apenas um adolescente, que consagrou nomes como Simple Plan e Nickelback, em que ele fala sobre as consequências para os filhos quando os pais têm um relacionamento ruim e que ele implora que o pai vá embora para que as coisas melhorem um pouco. Infelizmente Baker não é tão aberto a sua vida pessoal para que ao menos fosse possível checar se esta música está diretamente ligada ao âmbito pessoal da sua vida.

Em novembro de 2015 ele lançou o álbum “Facing Canyons” aos 24 anos, mostrando diferente de tudo que ele já estava para trás com músicas mais envolventes e letras que demonstram que agora ele é um homem decidido e não mais o romântico incorrigível dos álbuns anteriores. Com as faixas “Planned It All” (Planejado Tudo) que teve seu clipe gravado em São Paulo, e “Everything We Do” (Tudo O Que Fazemos) ele se mostra muito mais centrado e menos dramático do que antes, canalizando sua dor em frases como “Nós planejamos tudo, construímos paredes inquebráveis, mas depois eu arruinei tudo” “Tudo que fazemos, no começo é tão excitante, mas no final acabo desapontando você”. A música “I Want You” embora tenha uma temática ousada, é muito sutil ao abordar o assunto em meio a frases sensuais como “seus quadris estão implorando por mim”, além da melodia ter toques de jazz.

Em 2017, ele lançou o single “Five Fingers” (Cinco Dedos) que deve estar no álbum que será lançado agora em 2018, juntamente com músicas como “All Around Us” (Em Torno de Nós) e Love On Fire (Amor em Chamas). Ao mesmo tempo em que ele roda o mundo abrindo o show da cantora country Shania Twain, ele demonstra otimismo e gratidão no seu Instagram, que conta com mais de 100 mil seguidores, pelo momento em que ele está vivendo.

Na Europa ele já é um sucesso, fazendo shows por todo o continente, além de já ter aberto shows de grandes nomes como Elton John e ter sido jurado da edição belga do programa The Voice.
Suas músicas tem uma pegada meio pop e folk  suas principais influências musicais são personalidades musicais como o grupo R.E.M e Lenny Kravitz. Além de indiscutivelmente talentoso, Bastian Baker é um rapaz com porte de galã e que escreve suas músicas em inglês, ou seja, ele quer ser ouvido por todos. Ele desembarca no Brasil em agosto para o show no dia 18 na Festa do Peão de Barretos, sendo a primeira vez em que ele se apresenta aqui. Pelo Instagram, ele afirmou estar muito animado em se apresentar por aqui e nós também estamos felizes em recebe-lo! É questão de tempo até que o mundo saiba seu nome e que ele arraste multidões para vê-lo.

 

 

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