Especialistas autônomos entram nesse caminho por amor ao que fazem e interesse na cura de seus clientes

Por Helena B Lorga

A terapia floral especializada ajuda o indivíduo a conquistar o equilíbrio interior pelo autoconhecimento e desenvolvimento de virtudes, possibilitando condições de viver com mais alegria, disposição, motivação e, assim, desempenhar melhor o seu papel no mundo”, afirma Magda Santucci, terapeuta floral que tem uma página e um site com o seu nome.

Formada em Educação Física, resolveu fazer uma pós-graduação em Terapia Floral pela faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo e outros cursos, como os de formação pelo Instituto Bach no Brasil, tornando-se uma Practitioner (maior nível dentre os cursos do Instituto). Tudo isso completa a sua vivência de atendimentos que faz há 25 anos. Sua clínica se localiza no bairro da Mooca, em São Paulo, e atende as linhas: Bach, Califórnia, Bush Australiano, Alasca, Minas, Filhas de gaia e alguns outros, conforme a necessidade.

Em 2003, resolveu criar o site para divulgar o seu trabalho, o que, devido ao nome forte e direto da página eletrônica, as buscas orgânicas sempre o colocavam no topo da lista, atraindo mais clientes. Com isso, a demanda via e-mail cresceu demais, a ponto de ela ter de criar uma estrutura de organização e um modelo próprio e personalizado para os atendimentos online, inclusive de estrangeiros.  “O custo para montar o site em 2003 foi bem alto. Depois foi necessário atualizá-lo, o que também encareceu. Além do investimento em cursos, livros e nos próprios florais”.

Com atendimento de forma presencial, por e-mail, Skype e telefone, o preço da consulta é de 100 reais, além de muitos clientes retornarem sem custo. Apesar de ter um horário flexível, atende, em média, 15 pessoas por semana. Vê com bons olhos esse mercado: “Está crescendo, parece ser um bom investimento. Mas me preocupo muito com a filosofia original da Terapia Floral, dela ser deturpada. É por isso que optei por cobrar menos: para dar mais oportunidades para pessoas de todas as faixas econômicas e me manter coerente com a filosofia original, bem como com os meus princípios”.

Magda acha que é um bom caminho e dá um conselho para quem quiser seguir essa profissão: “Estude, conheça o prazer do autoconhecimento ininterrupto, tenha o acompanhamento de um terapeuta floral especializado com o qual tenha empatia, siga a sua voz interior, conheça sua missão e siga em frente. É apaixonante! ”.

 

Os florais funcionam por meio de ressonância empática, isto é, as plantas têm informações que foram aprendidas durante milhares de anos e podem ajudar o ser humano, particularmente, em seus sentimentos e emoções. Se receitados por um terapeuta, é possível ajudar a reduzir a ansiedade basal inerente a algum sentimento ou emoção. Ainda não há remédios alopáticos que são capazes de atuar tão precisamente nesse campo, por isso são tão bem recomendados pelas pessoas”, afirma Daniel Mazzo.

 

Daniel Mazzo, que é psicólogo de formação, também resolveu optar por esse caminho: “Eu decidi ser terapeuta floral, pois senti os benefícios das essências, especificamente se tratando de emoções. Fiquei impressionado com o quanto elas me fizeram bem e tem íntima ligação com os sentimentos. Resolvi estudar o assunto, pois me perguntava como pode um remédio trabalhar o medo, a raiva, a mágoa tão eficientemente? Com o tempo, fui obtendo respostas”.

Com o seu consultório na zona norte da capital de São Paulo, Daniel também tem um site e páginas no facebook e instagram que levam o seu nome. Formado no curso de Healing, trabalha principalmente com os florais de Bach, mas também outras linhas, como a Califórnia, Australianos, Minas, Saint Germain e do Sul, além de estar estudando outros repertórios.

Por ser uma profissão bastante nova e recente, um dos poucos meios de se encontrar um terapeuta floral era pela internet, e foi isso que incentivou Daniel a abrir seu site e redes sociais para divulgar o seu trabalho anos atrás. Também investiu em marketing digital, que ajudou ainda mais em atrair clientes. “No caso do meu site, eu mesmo aprendi como montá-lo em WordPress e o confeccionei sozinho. Os custos de hospedagem de sites são baixos”.

Daniel começou sua carreira em uma clínica que fazia locação por hora, com um cliente por semana. Como pagava valores muito baixos de locação, não teve problemas financeiros. Atualmente, tem o seu próprio consultório e faz atendimentos presenciais, bem como à distância por Skype ou Zoom. “Eu gosto de fazer uma anamnese cuidadosa do paciente na primeira consulta, que dura em torno de uma hora e meia. Por isso, cobro um pouco mais caro, cerca de 200 reais. As demais consultas, que duram mais ou menos uma hora, para se tornar mais acessível, custam e média 120 reais”.

Com relação a esse mercado, ele é otimista: “Eu acho que quando a gente ama o que faz, o mercado estará disponível, pois as pessoas sentem quando o trabalho é feito com dedicação. No caso dos florais é a mesma coisa, se alguém quiser entrar só para ganhar dinheiro, ela não consegue, pois é preciso se dedicar, estudar procurar graduações que complementam essa área de conhecimento para poder oferecer o melhor para o seu cliente”.

Quanto a seguir essa carreira, Daniel afirma: “Em primeiro lugar, se interessar a respeito da natureza humana e, para obter sucesso, estudar muito, tanto sobre a terapia floral, quanto as emoções humanas. Dessa forma, o profissional estará apto a exercer a profissão de terapeuta floral”.

 

CONAFLOR e Autorregulamentação da Terapia Floral

Tanto Magda Santucci, como Daniel Mazzo, se concentraram em trabalhar somente como terapeutas florais, tornando-se profissionais autônomos. Esse caminho é o mais comum para quem pretende seguir esse trajeto.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação da Terapia Floral (CONAFLOR) surgiu em 2010, e representa, a nível nacional, as aspirações de terapeutas específicos.

A presidente do CONAFLOR, Rogéria Comim, deu uma entrevista ao site “healingflorais”, em setembro de 2016, e diz que o principal objetivo da instituição é a autorregulamentação do profissional no Brasil. “Hoje o terapeuta floral é devidamente reconhecido como uma profissão existente e ativa, mas ainda não é regulamentada”, afirma.

Rogéria também afirma que houve vários avanços conquistados pelo CONAFLOR. Um deles foi a valorização da Comissão Nacional de Classificação (CONCLA) como uma área de atenção à saúde humana, bem como a regularização pelo Código Brasileiro de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho, sob o código 3221-15, junto aos terapeutas holísticos. Além disso, há diretrizes do Ministério da Educação (MEC) que permite cursos de especialização em várias universidades, como a USP, Facis, UFRJ e outras.

Há hoje inúmeros projetos que permitem a participação dos terapeutas florais nos hospitais e serviços públicos de saúde em diferentes municípios, além da abertura em outros importantes setores além da saúde, como na educação, veterinária, agricultura, agropecuária, enfim”, complementa Rogéria.

Porém, apesar dos avanços, a CONAFLOR ainda busca a inclusão da Terapia Floral no SUS, em hospitais, postos e pastorais da saúde no país.

 

SERVIÇOS:

Magda Santucci:

Clínica: Rua Emboaçava, esquina com a Av. Paes de Barros, 1500. (Mooca, São Paulo – SP)

Site: http://www.floraisbach.com.br/

Facebook: Magda Santucci Florais de Bach

Magda Santucci Terapia Floral

 

Daniel Mazzo:

Clínica: Rua Pedro Madureira, 573, a 50 metros do Metrô Jardim São Paulo (Zona Norte, São Paulo – SP)

Site: https://www.danielmazzo.com.br/

Facebook: Daniel Covolo Mazzo

Instagram: @daniel.mazzo

Leave a Reply