O filme e o livro de “Me Chame Pelo Seu Nome” representam o amor na sua simplicidade

Criado por uma vontade do autor de estar na Itália, o livro de André Aciman inspira um dos filmes aclamados de 2017 e 2018; tanto pelo roteiro de James Ivory e direção de Luca Guadagnino quanto pela atuação de Timothée Chalamet e Armie Hammer nos papéis principais.

Capa original do Livro “Me chame Pelo Seu Nome”
Fonte: Wikipédia

Como um relato de primeiro amor, “Me Chame Pelo Seu Nome”, do escritor André Aciman, foi reconhecido pela crítica desde o seu lançamento em 2007. A história se passa na Itália dos anos 80, quando os pais de Elio recebem Oliver, um estudante da universidade, para algumas semanas de estudo e turismo pela cidade do interior. Uma narrativa delicada e sensual revela a versão de Elio daquele verão quando se apaixona pelo visitante, sem deixar de lado aspectos relevantes, como sua relação com a família, seus amigos, e a sua rotina. Entre ouvir e transcrever música, ler, nadar no rio e flertar com Marzia, a convivência com o despreocupado e extrovertido Oliver causam em Elio desejos e vontades que participam de suas experiências pessoais em sua passagem para a vida adulta.

Quando os produtores Peter Spears e Howard Rosenman tiveram contato com algumas prévias do livro antes mesmo de ser publicado, logo compraram os direitos de produção do que seria um dos filmes prestigiados em 2017. O projeto passou pelo “limbo de desenvolvimento” por 7 anos, pois os produtores não conseguiam acham um roteirista e um diretor que se comprometesse para com o projeto, até finalmente concluir o roteiro em 2015. Considerado por Aciman “direto … real e persuasivo”, o trabalho conjunto entre James Ivory e Luca Guadagnino segue ao máximo a descrição do livro, e consegue elaborar a idealização do autor, com algumas cenas sem diálogo, mas que se apoiam numa boa cinematografia, que não falha na questão.

Da esquerda para a direita, Armie Hammer (Oliver), Luca Guadagnino e Timothée Chalamet (Elio)

Além dos aspectos cinematográficos, a atuação e a química entre Timothée Chalamet (Elio) e Armie Hammer (Oliver) se tornou indispensável, não somente pela forma como os dois incorporam seus personagens, mas também como exemplificam a descrição do livro. Considerado “o novo Leonardo DiCaprio”, Timothée faz parte da nova geração de atores que conquistam papéis importantes na indústria, e consequentemente ganham espaço e reconhecimento, tanto dos críticos quanto das pessoas mais experientes da área. Com o objetivo de evitar narrativas lineares, cenas que trabalham a cinematografia, a direção, o cenário, a iluminação e a trilha sonora determinam o teor do filme, que não cai em uma típica história de amor adolescente.

A produção cinematográfica dirigida por Guadagnino e o livro de Aciman apresentam uma imersão nos aspectos literários e visuais do amor. Detalhes são significativos e o conjunto é cirúrgico, ao tentar materializar os sentimentos de angústia, amor e receios em conformidade com a narrativa molda-se situações e histórias em cada personagem.

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