Por Gabriela Testa 

Canto viking conta com aplausos no final do jogo (Reuters)

Segundo estudos, o fanatismo pelo futebol acontece em uma área do cérebro parecida com a da paixão. Quando termina uma partida é comum ver os torcedores do time vencedor comemorarem de maneira apaixonada. O ‘haka viking’, comemoração da seleção islandesa no final dos jogos, mostra mais uma vez a emoção causada pelo futebol.

Um dos jogadores do time puxa o primeiro aplauso e a torcida responde e assim ocorre sucessivamente até que o ritmo aumenta, tomando conta do estádio inteiro.

A origem deste grito viking na verdade é uma herança recente para a equipe. Apenas em 2014, quando a seleção foi disputar as pré-eliminatórias da Liga da Europa em Motherwell na Escócia, os jogadores conheceram o canto dos locais e gostaram tanto que levaram a tradição de volta ao seu país.

O futebol é capaz de mobilizar grandes massas para celebrar vitórias e não foi diferente com a seleção da Islândia depois da grande campanha na Eurocopa de 2016. Cerca de 100 mil pessoas se reuniram na capital Reiquejavique para performar a coreografia em homenagem ao grande feito de sua seleção.

O fanatismo pelo esporte, neste caso, mostra seu lado bom, o lado da mobilização em prol da comemoração de determinada seleção. As pesquisas realizadas pela Universidade de Coimbra sobre a emoção causada pelo futebol mostram que um bom resultado de jogo pode ativar regiões do cérebro onde é liberada a dopamina, dando uma sensação de recompensa.

Também foi concluído por estes estudos, que o fanatismo por esse esporte implica em um sentimento de pertença a um grupo, definindo um “amor tribal”. A seleção da Islândia junto a seus torcedores demonstra o envolvimento com o esporte.

Os islandeses encantaram durante a Eurocopa de 2016, levando grande parte da população de seu país para assistir aos jogos. Sua torcida parece ser uma das partes mais esperadas da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, tornando a seleção uma das “queridinhas” do mundial.  

 

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