Depois da Eurocopa de 2016 ficou provado que a torcida e o time da Islândia são puros carismas e agora, com a Copa do Mundo, até o presidente e a primeira dama demonstraram toda a simpatia desse povo. Eles gravaram um vídeo que mostrava que jogavam futebol dentro de sua
casa, convocando a população para torcer, apoiar e novamente fazer uma linda festa.
    Com 400 mil habitantes, a Islândia, que tem como capital Reykjavík é o país com maior índice de igualdade de gênero do mundo. Os salários
são iguais independentemente dele e existe até uma lei que proíbe o pagamento de salários menores a mulheres por exercerem a mesma função de homens.
    Um fato interessante e de se admirar é que o Parlamento é composto por 50% de mulheres, ou seja, há igualdade até mesmo dentro da política.

    Por outro lado, é muito comum uma menina querer ser astronauta ou jogadora de futebol, por exemplo, enquanto os meninos desejam ser bailarinos, costureiros. Diferentemente do que ocorre no Brasil, isso não é um pensamento questionável, você pode ser o que realmente quer, sem discriminação alguma.

    Em 1980, Vigdis Finnbogadottir, foi a primeira mulher eleita democraticamente na história, e permaneceu no governo até 1996, por ter sido reeleita algumas vezes. Isso vez com que uma criança chegasse a pensar que “ser presidente era coisa de mulher”, frase que dificilmente seria dita em outros países que possuem uma cultura machista.
   Carina Borges, uma jornalista esportiva brasileira, visitou o país e pôde sentir na pele o prazer de andar nas ruas e nenhum homem assobiar ou chamá-la de “gostosa” e outros adjetivos comumente reservados às mulheres. Além do aspecto profissional, onde há 100% equiparação em relação aos homens, total liberdade e credibilidade para falar sobre o assunto, ao invés de responder a comentários como “se você gosta tanto de futebol assim, explique o que é um impedimento”, o que subestima as mulheres.
    Não existe nem coisa de homem, nem coisa de mulher, o espaço dado é sempre e totalmente igual, em todas as hipóteses.
    Disse ainda a jornalista: “não consigo imaginar que mundo é este”. Todos os esportes são tratados de igual para igual. A se televisionar uma partida de futebol masculino, por exemplo, automaticamente acontecerá o mesmo com o feminino.
    As classificatórias para o Mundial e para a Olimpíada do futebol feminino, esporte que cresce cada vez mais na Islândia, foram transmitidas por lá assim como o masculino é em todo o restante do mundo. Jornalistas nativos não entenderam por que ninguém na América do Sul, principalmente no Brasil, que é conhecido como o “país do futebol”, tem interesse de transmitir esses jogos, que são tão incríveis quanto os masculinos, mas também muito menosprezados.
    Todos os torcedores conhecem os nomes das atletas e o time que defende o país. Os pubs estão sempre lotados para assistir aos jogos da seleção feminina. O esporte é considerado como um todo e todos que defendem a Islândia, independentemente de qual modalidade, têm o mesmo respeito, carinho e admiração da nação, que por sua vez ganhou o título de “queridinha” da Copa por servir de exemplo para os demais.

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