Por Beatriz Leite

2018 chegou e estamos a pouco tempo de Copa do Mundo! As bandeiras do Brasil e as faixas verdes e amarelas começam a ter destaque: nos bairros, com moradores para pintar as ruas e colocar bandeirolas e com churrascos em dias de jogos para gritarem e torcerem com os amigos e a família.

Tudo isso pra quem? Para uma seleção, comissão técnica e dirigentes que ficavam viajando entre Teresópolis e Rio de Janeiro de helicóptero, enquanto a população brasileira vivia dias atribulados devido à greve dos caminhoneiros.

Há vários anos a situação política e econômica brasileira não permite à população esbanjar qualquer tipo de nacionalismo. A única coisa que conseguia fazer isso efervescer nos tupiniquins era o futebol. O 7×1, ele também não pôde  ser um orgulho, da mesma forma que a CBF também não colaborou nada com os brasileiros. Na Copa de 2014, no Brasil, os ingressos eram financeiramente inacessíveis para a maior parte da população, sendo, em algumas partidas, de R$250 o mais barato. Os treinos “abertos” na Granja Comary só podiam ser vistos pelos moradores do condomínio fechado vizinho do complexo.

A Fifa mostra sua antipatia pelos brasileiros desde 2013, quando houve a tentativa de proibir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol para diminuíssem as brigas entre torcidas. Porém, sendo a Budweiser uma das principais patrocinadoras da Fifa, ela não permitiu que tal proibição fosse feita.

Isso tudo sem falar de todo o escândalo de corrupção em que as duas associações estão envolvidas, as únicas que realmente lucram com grandes eventos futebolísticos.

A verdade é que o futebol, que costuma ser do povo, agora é um grande símbolo da desigualdade social no Brasil. Os brasileiros estão fazendo muito esforço por um seleção que agora deve representar só aquele 1% bem abastado da população.  

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