Por Victor Prudêncio 

As grandes equipes do país dominam as principais competições europeias e possuem os principais jogadores do planeta

UEFA Europa League – Os quatro melhores clubes nos últimos 12 anos

2005-2006 = 1°Sevilla; 2°Middlesbrough; 3°Schalke 04; 4°Steua Bucareste

2006-2007 = 1°Sevilla; 2°Espanyol; 3°Osasuna; 4°Werder Bremen

2007-2008 = 1°Zenit ; 2°Rangers; 3°Bayern Munchen; 4°Fiorentina

2008-2009 = 1°Shaktar; 2°Werder Bremen; 3°Dínamo Kiev; 4°Hamburgo

2009-2010 = 1°Atlético Madrid; 2° Fulham; 3°Hamburgo; 4°Liverpool

2010-2011 = 1°Porto; 2°Braga; 3°Benfica; 4°Villareal

2011-2012 = 1°Atlético Madrid; 2°Athletic Bilbao; 3°Sporting; 4°Valencia

2012-2013 = 1°Chelsea; 2°Benfica; 3°Fenerbahçe; 4°Basel

2013-2014 = 1°Sevilla; 2°Benfica; 3°Valencia; 4°Juventus

2014-2015 = 1°Sevilla; 2°Dnipro; 3°Napoli; 4°Fiorentina

2015-2016 = 1°Sevilla; 2°Liverpool; 3°Villareal; 4°Shaktar

2016-2017 = 1°Manchester United; 2°Ajax; 3°Celta Vigo; 4°Lyon

2017-2018 = 1°Atlético Madrid; 2°Olympique Marseille; 3°Arsenal; 4°Red Bull Salzburg

UEFA Champions League- Os quatro melhores clubes nos últimos doze anos

2005-2006 = 1°Barcelona; 2°Arsenal; 3°Milan; 4°Villareal

2006-2007 = 1°Milan; 2°Liverpool; 3°Chelsea; 4°Manchester United

2007-2008 = 1°Manchester United; 2°Chelsea; 3°Barcelona; 4°Liverpool

2008-2009 = 1°Barcelona; 2°Manchester United; 3°Chelsea; 4°Arsenal

2009-2010 = 1°Internazionale; 2°Bayern Munchen; 3°Barcelona; 4°Lyon

2010-2011 = 1°Barcelona; 2°Manchester United; 3°Real Madrid; 4°Schalke 04

2011-2012 = 1°Chelsea; 2°Bayern Munchen; 3°Barcelona; 4°Real Madrid

2012-2013 = 1°Bayern Munchen; 2°Borussia Dortmund; 3°Real Madrid; 4°Barcelona

2013-2014 = 1°Real Madrid; 2°Atlético Madrid; 3°Chelsea; 4°Bayern Munchen

2014-2015 = 1°Barcelona; 2°Juventus; 3°Real Madrid; 4°Bayern Munchen

2015-2016 = 1°Real Madrid; 2°Atlético Madrid; 3°Bayern Munchen; 4°Manchester City

2016-2017 = 1°Real Madrid; 2°Juventus; 3°Atlético Madrid; 4°Monaco

2017-2018 = 1°Real Madrid; 2°Liverpool; 3°Bayern Munchen; 4°Roma

Juntando as duas competições, são 24 semifinais e os times espanhóis estiveram presentes em 21 delas, o que mostra um domínio desse país em torneios europeus. Além disso, de 2009-2017, apenas jogadores que atuavam nesse país conquistaram o prêmio.

Essa revolução no futebol espanhol se deve à precoce eliminação nas oitavas de final para a França na Copa do Mundo de 2006. Após uma fase de grupos perfeita, vencendo seus três oponentes, Arábia Saudita, Tunísia e Ucrânia e sofrendo apenas um gol, La Roja era cotada como uma das favoritas, mas um apagão aos 37 minutos do segundo tempo nas oitavas de final custou o prosseguimento da Espanha na competição. Esse tipo de apagão era uma das marcas negativas que essa seleção tinha. Era necessário mudar. E isso aconteceu.

O pós Copa de 2006 começou espetacular para a Espanha. Logo no ano de 2008, a seleção conquistou a Eurocopa com uma campanha excelente, já que na fase de grupos venceu a Rússia, Suécia e a campeã da edição anterior da Eurocopa, a Grécia. Nas quartas de final, empatou no tempo normal e venceu nos pênaltis a então campeã do mundo, que era a seleção italiana. Nas semifinais passeou contra a Rússia e na final deu uma aula de tática contra a Alemanha, não deixando o adversário jogar e dominando a posse de bola. O tiki-taka começava aí.

 

 

No mesmo ano de 2008, a Fúria assumiu pela primeira vez em sua história o primeiro lugar no ranking de seleções da FIFA. Vicente del Bosque assumiu a seleção após o título da Euro, visando manter a maré de sorte e enfatizar ainda mais a posse de bola e a troca de passes. Nas eliminatórias para a Copa de 2010, a Espanha venceu todos os jogos, marcou 28 gols e sofreu apenas cinco.

Chegou enfim, a Copa de 2010. La Roja era cotada como favorita em todas as casas de apostas e a maioria dos especialistas de futebol davam como certo o título. Porém logo no primeiro jogo uma zebra tremenda aconteceu, a seleção fora derrotada pela Suíça. Uma pressão muito alta foi colocada na Espanha, mas os grandes favoritos não vacilaram mais e venceram os jogos contra Honduras e Chile e passaram em primeiro no grupo com média de 60% de posse de bola. Nas oitavas de final, vitória por 1 a 0 no clássico ibérico contra Portugal com 61% de posse de bola para os espanhóis. Nas quartas de final, um jogo de tirar o fôlego contra o Paraguai, já que tiveram pênaltis para ambos os lados, mas as duas seleções perderam as cobranças. O jogo parecia caminhar para a prorrogação, mas David Villa, sempre ele, marcou o gol da vitória e garantiu a classificação para as semifinais. 60% de posse de bola para os espanhóis. A sensação da copa, Alemanha, foi a seleção enfrentada na semifinal. Os alemães haviam goleado anteriormente duas seleções tradicionais, Inglaterra por 4 a 1 e Argentina por 4 a 0. A Fúria nem ligou e venceu o jogo por 1 a 0 com 52% de posse de bola.

Espanha e Holanda, duas seleções que nunca haviam ganhado uma Copa do Mundo faziam a final. Foi um jogo muito violento, com catorze cartões, sendo nove para os holandeses. Essa foi a maneira que eles tentaram parar os espanhóis. A Holanda conseguiu parar, mas não foi suficiente, porque faltando apenas quatro minutos para o fim da prorrogação, o craque da Espanha, Iniesta marcou o gol do título e deixou a seleção espanhola marcada para sempre na história. Posse de bola de 57%.

“Quanto maior a subida, maior a queda”. Essa frase representa La Roja, porque após os títulos da Eurocopa de 2008 e 2012, a Copa de 2010 e o primeiro lugar no ranking da FIFA, a seleção espanhola se viu em momentos de dificuldade, já que na Copa de 2014 eles foram eliminados na fase de grupos com uma campanha pífia, que não representa o futebol vistoso que fora apresentado anteriormente. Os jogadores estavam velhos, alguns craques já haviam se aposentado e as promessas ainda não tinham vingado. Era basicamente um teste para que em 2018 a nova geração espanhola siga os passos da de 2010 e consiga repetir o sucesso e o futebol que encantou o mundo.

Para a Copa da Rússia, La Roja ficou em primeiro lugar no grupo G das Eliminatórias, com uma campanha de nove vitórias e um empate. Além da posse de bola, os jogadores espanhóis misturam jogadas individuais em seus lances visando furar defesas muito retrancadas. Unindo experiência defensiva que tem Piqué e Sergio Ramos com posse de bola que tem Thiago Alcântara, Iniesta e Koke e com jogadas individuais que tem Isco e Asensio, fora o entrosamento que os jogadores possuem, porque a maioria joga em territótio espanhol, o técnico Julen Lopetegui busca repetir o sucesso de seu antecessor e conquistar o bicampeonato mundial.

 

P.S: Enquanto escrevia essa matéria, o técnico Julen Lopetegui assinou com o Real Madrid e iniciaria seus trabalhos no clube depois da Copa, mas ele não avisou a Federação Espanhola e foi demitido, e quem assume a seleção é seu auxiliar Fernando Hierro, mas ele só treinou uma equipe na carreira, que foi o Real Oviedo da segunda divisão espanhol e terminou em oitavo lugar. Ou seja, talvez esse fato tenha acabado com o clima do elenco e é muito provável que a Fúria chegue para a Copa com um ambiente turbulento, indo contra todos os fatos que eu publiquei aqui. Agora é esperar para ver a caixinha de surpresas que vai ser a Espanha.

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