Por Vitória Macedo 

Buffon during the FIFA 2018 World Cup Qualifier Play-Off: Second Leg between Italy and Sweden at San Siro Stadium on November 13, 2017 in Milan (Reprodução/ Twitter)

O clímax do declínio da seleção Italiana aconteceu, e não será mais uma realidade a disputa pela Copa do Mundo 2018, que acontecerá na Rússia. A geração de jogadores da Itália já não conta mais com a mesma juventude e nem com o fôlego de antes.

Na Copa do Mundo de 2002, apesar da eliminação pela Coréia, uma Itália de caras novas e pronta para brilhar surgiu. Buffon, Cannavaro, Del Piero e Totti, grandes jogadores que mais tarde, na Copa de 2006, tiraram a seleção de um jejum de 24 anos, e conquistou o almejado Mundial.

Depois da glória, o acumulo de fracassos foi claro. Em 2010, a seleção da Itália não se classificou para as oitavas de finais, ficando em último na fase de grupos, num deles teoricamente fácil, de que participaram Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia. No Mundial de 2014, o fracasso se repetiu.

Mas, mesmo o triunfo estando distante e apesar das não classificações nas fases de grupo, nenhuma derrota foi tão surpreendente como a não classificação da Itália para a Copa do Mundo da Rússia, depois de 60 anos. Trata-se de uma potência não só no futebol, é tetracampeã, tendo conquistado suas edições de 1934, 1938, 1982 e 2006. Por isso uma das favoritas para ganhar a Copa do Mundo. No entanto, os tempos de glória da seleção italiana ficaram para trás. Apesar da defesa sólida, as falhas táticas e técnicas e o ataque sem criatividade prejudicaram a Itália, que não marcou nenhum gol contra a Suécia no jogo repescagem para se classificar, tornando-se assim a maior ausente da Rússia 2018. O time está sem perspectiva e qualidade, a Itália já não tem muitos jogadores novos e talentosos, trata-se de uma geração perdida que não conseguiu se renovar. Refere-se a um contraste com a seleção que a eliminou da Copa. Sim, a Suécia possui um elenco jovem e renovado, de tal maneira que nem Ibrahimovic, grande jogador sueco, estará no Mundial deste ano.

Vestígios da seleção de 2002 se estenderam até o time atual. O excepcional goleiro Buffon representa essa geração que levou a Itália à glória, mas que agora se encontra perdida. A brilhante carreira na seleção terminou, o jogo de classificação contra a Suécia foi o seu último, mas ainda é definitivamente um dos maiores debaixo da trave atualmente.

Tudo terminou com as lágrimas de Buffon, capitão que honrou a camisa azul por 20 anos e sonhava com a participação em seu sexto mundial, algo inédito, anunciando seu adeus à seleção. Aquele craque que conquistou vitórias para Itália hoje se vê fora da Copa do Mundo. O que resta para a seleção é tentar ver onde errou e trabalhar em cima disso. Indiscutivelmente é tempo de começar do zero, tempo de renovação.

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