Palcos e as telas entrelaçam teatro e cinema

Por Isabella Mei

O cinema e o teatro estão entre as formas culturais de representação, desfrutando da arte de interpretar as tramas da sociedade, com encontros e distanciamentos, aparentemente contraditórios. Dentro de todas as diferenças que os separam, existe um laço: o cinema foi a revolução do teatro. Sem teatro, suas técnicas e cenas, não existiria cinema nenhum. Longes ou perto, cinema e teatro fazem parte do mesmo núcleo, mesmo que sigam caminhos diferentes.

Cinema e teatro possuem os mesmos fundamentos, envolvendo atores, roteiros, diretores, cenários, cenas, jogos de luzes, ação e espectadores. O jogo da atuação requer uma relação entre o público e o espetáculo. Os espetáculos são assistidos, e o teatro conta com a tensão de só ter uma única oportunidade para fazer acontecer, ao vivo e a cores, sem poder ser editado. Por outro lado, o cinema tem seus takes para fazer refazer, até que tudo saia plenamente como o imaginado.

O cinema passa através da imagem intangível, sob os olhos de um diretor. Só as falas roteirizadas e as edições cortadas da história são mostrados para o público. No teatro não tem como esconder, o palco revela, seja pelo ator ou suas expressões, ou pelo cenário que muda aos olhos do público, ou pelas emoções da plateia. Mas o olho no olho entre ator e espectador tende a ser o mesmo, e passar as sensações diretamente.

As produções de cinema estão nas ruas, nos shoppings, em quase todas as cidades, lotando as salas. Tem premiações pelo mundo, que passam até na televisão, com tapete vermelho e glamour. Já o teatro se esconde, seleciona quem irá assisti-lo, só quem paga o preço de uma peça da Broadway, ou quem sabe onde acontecem as peças de graça, pelos cantos da cidade que ninguém vê. Cinema, com seus efeitos especiais e trilhas sonoras, e teatro, com seu palco que se transforma, se embrenham ao fato de retratarem o mundo com arte.

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