Escolha da trilha sonora pode ser componente para sucesso do filme

Cena de "La La Land" (Foto: Flickr BagoGames)

Cena de “La La Land” (Foto: Flickr BagoGames)

Por Leonardo Pratt

A música é um dos principais elementos das produções cinematográficas, tendo sempre um papel de destaque nas trilhas sonoras. A maioria dos filmes utilizam a música como uma composição para a narrativa, de modo que o áudio e a imagem se casem coerentemente. A composição original combinada adequadamente com o filme é um dos componentes para o sucesso.

Cada vez mais presente nas produções de arte, o avanço tecnológico contribui para uma união ainda melhor entre música e imagem. Recentes produções cinematográficas que souberam alinhar bem estes dois elementos não faltam. Porém, o mais destacado – e com justiça, diga-se de passagem – é “La La Land” (2016).

O filme, vencedor de seis prêmios do Oscar, uniu as mais diversas caraterísticas para já ser considerado um clássico: iluminação, boa atuação dos atores, um enredo cativante e, justamente, uma trilha musical que prende o espectador. Filmado em diversos cartões-postais de Los Angeles, “La La Land” é “uma festa para os olhos e ouvidos”, como definiu Inácio Araújo, crítico de cinema do jornal Folha de S. Paulo.

A chamada “química” entre Emma Stone e Ryan Gosling dá um toque especial à produção. Vale lembrar que eles já trabalharam juntos em outros dois filmes: “Amor à toda prova” (2011) e “Caça aos gângsteres” (2013). Ambos foram indicados ao Oscar como melhor atriz e melhor ator, respectivamente. Apenas ela recebeu a estatueta. As 15 músicas que compõem a trilha do longa acompanham de forma alegre e emocional a trajetória de Mia Dolan (Emma Stone) e Sebastian Wilder (Ryan Gosling). O filme, embora seja um musical, não é todo cantado, evitando um distanciamento do público e ajuda a construir uma narrativa simples, porém bem estruturada.

Se o cinema é a sétima arte, segundo Ricciotto Canudo, a música é a primeira. Seu sistema de criação se difere totalmente das demais artes. Entretanto, a força expressiva que uma boa trilha musical proporciona para uma obra cinematográfica é inegável, aumentando a experiência audiovisual de um “ponto de vista” para um “ponto de escuta”.

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