Público universitário e população não demonstram entusiasmo com a Copa 2018

Desestimulo faz com que vendas possam ser possivelmente prejudicadas esse ano

Por Beatriz Cripa 

Com menos 3 dias para o início da Copa do Mundo de 2018, o comércio e os torcedores brasileiros se encontram, relativamente, apáticos. Devido à crise financeira pela qual o país está passando e, recentemente, a greve dos caminhoneiros, o consumo de produtos festivos está se mostrando menor que o esperado. Junho, mês conhecidamente  efervescente devido ao “Dia dos Namorados”, as festas juninas e, agora, a Copa, está passando por um período muito incerto no quesito econômico.

Ana Letícia Farina, que trabalha na administração de uma loja de  departamento no interior de Minas Gerais, disse que os produtos relacionados à Copa e ao Brasil ainda não chegaram, uma vez que a entrega deles foi atrasada em consequência da greve e, por isso, a distribuição  ainda não começou. Ela contou, também, que está receosa com o andamento das vendas, pois vê a situação da economia brasileira como instável. No entanto, a administradora disse que tem esperança de que o quadro negativo mude durante o andamento do evento. “Estamos com altas expectativas para que isso se altere após os primeiros jogos”, acrescentou.

Rua enfeitada em São Paulo para Copa de 2010 (Maria José Paula)

Entre os principais alvos de vendas, o público universitário se destaca. Raul Abreu, estudante de direito, contou que mesmo que não esteja encontrando produtos personalizados nas lojas, ainda sente que as expectativas são altas. “Época de Copa é sempre uma época de esperança para o povo brasileiro”, disse ao se referir a grande euforia histórica da nação com o esporte. Já para Luis Felipe Souza, estudante de engenharia civil, contou que sente que a animação da população em comparação com as outras Copas está muito menor, mas ele acredita que esperança da conquista do hexacampeonato irá impulsionar os torcedores a mudarem essa situação. “Estou bastante ansioso e esperançoso com o desempenho do time esse ano”.

Entretanto, existem os que acreditam que o momento de desânimo que a população está vivendo não se alterará. Marina Lúcio, que cursa psicologia, disse que não está entusiasmada, pois acredita que a situação socioeconômica do Brasil está crítica e merece mais atenção do que o campeonato mundial. “A população deveria estar se unindo por outros motivos, pois a Copa é passageira, mas nossos problemas, não”, acrescentou ao relatar a razão de não pretender acompanhar o mundial.

Com um legado negativo da última Copa do Mundo – que aconteceu no Brasil –  e problemas atuais na economia, as apostas para o campeonato estão baixas. Costumes como enfeitar ruas e consumir todos os tipos de produtos temáticos ainda não estão acontecendo incisivamente. Mesmo assim, o sentimento de esperança do povo brasileiro e o amor pelo futebol fazem crer que esse quadro possa se alterar. “Já programei os horários de jogos e acredito que vamos ganhar este ano”, disse Júlia Dabdab, estudante de administração, que tem fé na conquista do campeonato pelo Brasil.

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