Suicídio pode ter causa na fama e estrelato

Por Gabriela Gaspar

Não é nenhuma novidade que famosos se perdem estando incessantemente sob os holofotes e acabam se envolvendo com drogas e bebidas. Apesar da saturação do assunto, parece que a influência da fama no psicológico do artista não é levada com seriedade até que chegue em uma situação extrema, como internação ou até a morte. No período de menos de um ano o mundo presenciou o esgotamento emocional de dois grandes artistas, Chester Bennington, vocalista da banda Linkin Park e Avicii, DJ e produtor, que chegaram ao limite e cometeram suicídio. O impacto dessas notícias foi evidente.

Cantor Avicii (divulgação)

A recorrência desse tipo de caso é tanta que já há “teoria da conspiração” à respeito de alguns casos parecidos. Cinco artistas extremamente famosos morreram aos 27 anos de idade, nem metade da expectativa de vida, que gira em torno dos 75 anos. Esse fato contribui para a criação de uma lenda do rock, em que 27 anos é a idade amaldiçoada. Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Amy Winehouse e Kurt Cobain terão seus nomes interligados para sempre nessa macabra lenda da música. Além disso, há várias outras características em comum, como a fama mundial, estarem no auge da carreira e, claro, o envolvimento com drogas.

Cantora Janis Joplin (divulgação)

Entre aqueles que superaram a “idade maldita” estão grandes nomes da indústria musical como Whitney Houston (48 anos), em que não há confirmação de suicídio ou overdose, Michael Jackson, que também possui um punhado de lendas a respeito da veracidade de sua morte aos 50 anos, Prince, que resistiu até uma “overdose acidental” aos 57 anos.

E não é só o mundo da música que sustenta uma grande quantidade de ídolos mortos vítimas da fama, a indústria cinematográfica também possui um assustador leque de atores renomados. O ator Robin Williams, vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante e com mais quatro indicações ao prêmio, cometeu suicídio aos 63 anos de idade. Outro caso muito misterioso e rodeado de teorias é o da atriz Marilyn Monroe, que foi encontrada morta e ninguém sabe dizer ao certo porquê. A versão oficial julga que fora uma overdose de drogas.

O ator Robin Williams em foto de 15 de junho de 2007 (Foto: Reed Saxon/AP)

Outros dois famosos que cometeram suicídio foram o apresentador e chef de cozinha norte-americano Anthony Bourdain e a estilista Kate Spade, engrossando os números deste tipo de morte nos EUA.

A estilista Kate Spade. Foto: Divulgação.

 

Chef Anthony Bourdain experimentou fama mundial em programas de TV.

Na mesma linha de excesso de ilícitos, o ator Philip Seymour Hoffman, faleceu por “overdose acidental” antes de terminar as gravações da série Jogos Vorazes, ficando muito tempo na mídia e recebendo atualizações de adaptação. O ator Cory Monteith, conhecido por ser o protagonista da série Glee, também teve o mesmo fim trágico.

A lista de morte relacionada aos vícios é enorme e não para por aí. Infelizmente, ela cruza fronteiras. Aqui no Brasil, tivemos casos tão chocantes quanto, como o da cantora , Elis Regina que faleceu de overdose deixando três filhos pequenos, entre eles a atual cantora Maria Rita e o cantor Pedro Mariano. Outro caso brasileiro chocante para os amantes de música, foi o da cantora e atriz Maysa, que sofria depressão, mas morreu em um acidente automobilístico aos 40 anos. Na faixa dos 40, o caso mais recente no País foi em 2013, em que o cantor Chorão (43), da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto em seu apartamento vítima de overdose.

Desde que grandes nomes da música terem sofrido morte precoce relacionada à overdose, houve a naturalização do uso de drogas por famosos, como se fosse uma característica da classe e não um problema que atinge grande parte deles. O sucesso tira a privacidade e a humanidade de quem o alcança, fazendo com que muitos artistas percam a cabeça. Com isso, os famosos acabam sentindo-se incentivados ao uso de drogas com o intuito de aliviar a pressão da fama, e chegam ao mesmo fim trágico de muito de seus ídolos.

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