Liberdade e privacidade, onde estaria a linha tênue entre esses dois termos quando se trata de tecnologia?

Ao acordar necesitamos visualizar todas as redes sociais para estarmos a par do que acontece no mundo, em sua vida pessoal e de outras pessoas. Somos questionados de como levamos nossa privacidade, sendo que diariamente atualizamos nossas redes com acontecimentos de nossas vida cotidianas. Com novas atualizações podemos controlar nossa forma de privacidade, determinando quem pode ou não ver nossas publicações. A geração Z se diz preocupada com a privacidade, mas em meio a tantos algoritmos, como nos proteger?

O Facebook é a maior prova de que estamos longe de termos privacidade. Mark Zuckerberg foi recentemente julgado, após dados de contas de de quase 87 milhões de usuários da rede vazarem para a Cambrige Analytica sem que esses internautas tivessem conhecimento, empresa essa que influencia eleitores a votarem no candidato de interesse, nesse caso Donald Trump.

O dono da rede social foi acusado de publicidade política e manipulação de eleitores. Esse caso, foi levado a julgamento em Washington DC, em que o criador da rede se desculpa pelo descuido e promete segurança aos usuários. Esse é um exemplo de invasão de privacidade no qual a internet pode vir manipular seus internautas, tendo acesso às informações que fornecemos para redes ao aceitar os termos de privacidade, assim que entramos em algum serviço de comunicação de internet.

Somos responsáveis por aquilo que postamos ou curtidos, dentro da rede estamos constantemente expostos, mas quando saímos dela enfim temos privacidade em nossas vidas. Será?

A sensação de estarmos sendo vigiados, aumenta a cada ano. Anúncios publicitários que aparecem em sua tela após conversas sobre determinado assunto, sem ao menos ter procurado ou curtido uma página sobre o mesmo tema, vem preocupando muitos usuários. Segundo a revista Exame, pergunta as como “o Facebook está nos ouvindo?” ou “O Google nos escuta” se encaixam em 70 milhões de pessoas que buscam respostas para essas anormalidades. Também segundo o portal de notícias 50% da publicidade comercial é voltada para o Google ou Facebook, portanto uma plataforma que ouve conversas de seu usuário, prevê aquilo que a pessoa gostaria de ver em um anúncio.

Mas já era vigiados anteriormente, a áudio-escuta não é a única forma de cativar informações do público. O Gmail, grande concorrente do Google, buscava palavras chaves em seus email para direcioná-los a anúncios de publicidade  precisos dos gostos das pessoas que enviavam e recebiam os emails.

Mas a recente preocupação do usuário da internet, surgiu após o caso de privacidade que mais chocou o mundo, quando em 2014, o ex-agente, Edward Snowden, da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), expôs os programas de vigilância que o país usava para espionar a população americana, utilizando-se de serviços como Google, Apple e Facebook.

Estamos errados quando pensamos que somos consumidores de tecnología, fomos consumidos por ela. De certa maneira nossa privada de foi comprometida ao longo da evolução tecnológica, os aparelhos que utilizamos diariamente podem nos ouvir. Tampamos as câmeras de nossos computadores, que mesmo desligado pode ser acessado. Seria essa a linha tênue entre privacidade e liberdade?

Em conversa com o professor de culturas de tecnológicas e sociedade, da faculdade de jornalismo da Puc-sp, José Salvador Faro, conta o que pensa sobre o tema privacidade, quando se trata de tecnologia.

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