35ª Festa das Nações de Piracicaba reúne gastronomia de 14 países

Por Valentina Castro

 

Considerado como um dos eventos de maior importância no calendário cultural de Piracicaba, cidade do interior paulista, a Festa das Nações aconteceu dos dias 16 a 20 de maio, no Engenho Central da cidade. A atração é realizada pela Fenapi (Associação Cultural Festa das Nações de Piracicaba) e pela Casa do Bom Menino, com recursos da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura e é apoiada pela Prefeitura, por meio do Fussp.

Cartaz da 35ª Festa das Nações

Com a participação de mais de sete mil voluntários e um publico médio de oitenta mil pessoas, uma estrutura de 160 tendas em um total de 12 mil metros quadrados de cobertura, o evento impressiona. Mas nem sempre foi assim. Em 1983, na primeira edição, o objetivo era representar colônias de imigrantes no Estado de São Paulo. Realizada nas dependências do Lar Franciscano de Menores foi concebida por uma parceria da então presidente do Fundo Social de Solidariedade de Piracicaba (Fussp), Rosa Maria Bologna Maluf, com o Centro de Obras Sociais de Piracicaba (Ceosp) e representantes das entidades assistenciais, com o apoio da Prefeitura Municipal de Piracicaba. O intuito de mostrar as culturas de vários países, com suas comidas típicas, danças, usos e costumes seguiu. Com o crescimento natural de público, em 1991, a Festa das Nações foi realizada no Parque do Engenho Central, lugar que todos os anos a recebe.

(foto: Perigo)

A Festa das Nações está em sua 35ª edição, contando com a organização da Secretaria Municipal de Governo e Desenvolvimento Econômico. Ela é símbolo da solidariedade em Piracicaba. Realizado anualmente, toda a renda do evento é destinada às instituições participantes, o que motiva o público a frequentar a festa. Foram 21 instituições, com 14 nações representadas. A culinária brasileira está dividida em regiões, com pratos do Nordeste, Norte e Sul, e a barraca Piracicaba com pratos derivados do milho. As outras nações são Alemanha, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Itália, Índia, Nova Zelândia, México, Nações Árabes, Nações Africanas, Portugal e Reino Unido. São distribuídas em 17 restaurantes e 2 quiosques, que oferecem a gastronomia típica da região que representam. O estacionamento também é administrado por uma instituição, a Casa do Bom Menino, assim como a bilheteria, a cargo da Pastoral do Serviço da Caridade.

(foto: Perigo)

As instituições beneficiadas foram: Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Piracicaba, Lions Clube de Piracicaba–Independência, Associação de Pais e Amigos de Surdos de Piracicaba, Grupo Escoteiro São Mario, Associação Síndrome de Down/Espaço Pipa, Escola de Mães Professora Branca Motta de Toledo Sachs, Centro Regional de Registros e Atenção aos Maus Tratos na Infância, ,Creche Marshlea Dawsey, Associação Atlética Educando pelo Esporte, Centro de Reabilitação Piracicaba, Sociedade de Apoio à Vida Dr. Nelson Meirelles, Sociedade Amigos de Vila Rezende, União Espírita de Piracicaba, Centro Social de Assistência e Cultura São José, Fundação Jaime Pereira, Pastoral da Criança, Serviço de Apoio ao Adolescente com Medida Sócio Educativa e Instituto Formar de Aprendizagem Profissional.

Marco Antônio Guidotti, presidente da Fenapi, comenta sobre o crescimento e o futuro e a contribuição aos piracicabanos da Festa das Nações: “Acredito que o crescimento da festa atingiu seu ápice, sendo que alguns dias, por questões climáticas, o evento esteve aquém de nossas expectativas. Acredito que com o passar dos anos, há uma estabilidade no publico pela melhora na organização. Creio que daqui a alguns anos a Festa das Nações será uma referencia no estado de São Paulo. Para a população Piracicabana, a festa das Nações é um momento de interação social. Um momento em que a população se encontra e se diverte num evento cultural e gastronômico. Mais que isso, a festa das Nações contribui de forma substancial para as entidades assistenciais de Piracicaba. É para muitas das entidades, que dependem da festa com uma importante fonte de receita.”

Rainhas da Festa (foto: Perigo)

Na edição deste ano, na quarta-feira, dia 16, a Orquestra de Cordas se apresentou. A abertura foi composta com a presença de autoridades e das Rainhas de cada barraca, que se apresentaram todos os outros dias. Já na quinta-feira a Orquestra Paulistana de Viola Caipira tocou às 19 horas. Após a orquestra, houve choro, MPB, jazz, e outros ritmos. Na sexta-feira, dia 18, o grupo de Violas da Orquestra Sinfônica de Piracicaba abriu a noite de shows, às 19 horas, com clássicos da música internacional e popular brasileira. No sábado, a programação musical começou a partir das 12 horas, com a apresentação do grupo de Metais da Orquestra Sinfônica de Piracicaba, seguido do Grupo de Danças Folclóricas da cidade, às 13 horas. Também no sábado, o público acompanhou o Grupo de Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba, às 15 horas, seguido do Samba de Lenço. À noite se apresentaram ainda a Banda Fuzarca, o Grupo de Cordas da Orquestra Sinfônica de Piracicaba e Eloy Porto Brasucá Sexteto, que encerrou o dia. No domingo,  20, dia de encerramento da festa, o Grupo de Danças Folclóricas de Santa Olímpia abriu o evento às 12 horas, seguido do Grupo de Madeiras, do Grupo de Metais e do Grupo de Cordas da OSP. As Rainhas da festa se apresentaram às 15horas. Às 17 horas, o grupo Água de Vintém fez o encerramento da programação musical com composições autorais e clássicos do gênero.

 

Site oficial: http://www.festadasnacoespiracicaba.com.br/

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