Vivemos em uma sociedade capitalista, isso é certo, mas esse sistema econômico chegou ao um ponto jamais imaginado! Fomos vendidos sem se quer percebemos essa façanha.

No mês de maio foi divulgado que o Facebook vendia dados pessoais de seus usurários para empresas especializadas para uso comercial. Mais de 3 milhões de usuários do Facebook que acessaram um aplicativo de perguntas e respostas na rede social foram vazados, revelou a revista norte-americana New Scientist.

De acordo com a publicação, as informações pessoais presentes no teste myPersonality revelam detalhes pessoais de usuários do Facebook, como os resultados de testes psicológicos e outros diversos conteúdos relacionados a personalidade e gostos que deveriam ser compartilhados anonimamente e serem mantidos em sigilo.

O diretor de tecnologia do Facebook, Mike Schroepfer, informou ontem que, dos 87 milhões de perfis violados de forma imprópria com a consultoria Cambridge Analytica, 443.117 são de usuários brasileiros do site.

Hoje os dados pessoais de usuários de rede sociais são as novas “minas de ouro” da modernidade, o potencial que esses dados proporcionam as empresas, se comparam a um bom investimento no mercado de valor. Um bom exemplo é o caso de uma empresa de maquiagem que busca vender produtos de beleza para um seleto grupo da sociedade, é muito melhor para empresa ir diretamente nesse público em vez de fazer algo generalizado e torcer para que alguém que se interesse por aquilo, veja e se enterrasse, se as empresas obterem os dados de usuários que realmente procuram isso, seu resultado é muito mais efetivo tendo em conta que ela pode analisar o que o público realmente busca.

Essa questão abre uma discussão bem ampla sobre até onde vai o poder que esses dados dão e até onde eles podem serem usados e de que forma. Já foi constatado que esses dados foram essências para a decisão das eleições Estadunidenses onde notícias beneficiaram o atual presidente Donald Trump. O mesmo seria feito no Brasil segundo a Cambridge Analytica em nossas eleições presidências.

Cada vez mais o mundo está conectado e essa conectividade embora nos deixe mais “interligados” vem nos deixando mais expostos em uma falsa noção de segurança que a rede nos passa e isso vem se intensificando conforme a interação aumente e as plataformas se tornam mais interativa e atrativas ao público usuário.

Em entrevista com a Professora de jornalismo de dados da PUC-SP, Deborah Magnani sobre esse assunto a seguir.

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