A SIGGRAPH, abreviação de Special Interest Group on GRAPHICS and Interactive Techniques; em português: Grupo de Interesse Especial em Gráficos e Técnicas Interativas é a maior conferência anual de computação gráfica do mundo.

Foi criada em 1974 e desde então é considerado um dos fóruns mais prestigiados para a publicação de pesquisas na área de computação gráfica.

As conferências anteriores já foram realizadas em Los Angeles, Dallas, New Orleans, Boston e outros estados dos Estados Unidos. Este ano, a SIGGRAPH ocorrerá em Vancouver, Canadá.

Dezenas de trabalhos são apresentados todos os anos na SIGGRAPH, que já foi criticada por premiar trabalhos considerados mais midiáticos do que acadêmicos.

Alice Herrera, formada em engenharia da computação pela PUC-Rio, e mestre em Informática pela mesma instituição, participou da SIGGRAPH de 2015, que ocorreu em Los Angeles. Ao ser questionada sobre o que a marcou mais nos cinco dias da conferência, ela respondeu: “A SIGGRAPH é muito intenso, porque são muitas palestras ao mesmo tempo e é muito difícil decidir qual assistir. Mas lembro que a palestra sobre o filme do Snoopy (Snoopy e Charlie Brown: Peanuts-O Filme, 20th Century Fox, 2015) foi muito interessante, pois foi discutido a dificuldade da animação 3D dos personagens: O modelo para o perfil dos personagens não era o mesmo que a visão frontal. Uma outra palestra foi sobre objetos modelados como cubo mágicos. Eu tinha acabado de fazer um trabalho no mestrado sobre cubo mágico e foi impressionante ver outros modelos (coelho, dragão…) Além das apresentações, também existe uma área de exposição, onde as empresas tem uma mesa e vendem seus produtos e/ou dão oportunidades de emprego. A exposição também foi muito legal”.

Apresentações como a do filme do Snoopy aconteceram no Teatro de Animação e no Teatro Eletrônicos, uma das maiores atrações da conferência. E as mesas onde as empresas apresentam seus produtos e recrutam funcionários, fica em um enorme andar de exibição. E as empresas são em sua maioria, empresas de engenharia, gráficos, motion Picture, e indústrias de vídeo game.

E como o que acontece em uma conferência dessas chega ao cotidiano de alguém que não está ligado ao mercado de computação gráfica? “Um exemplo fácil são os filmes da Disney/Pixar” responde Alice “No ano de 2015 vi palestras do filme Snoopy, Big Hero 6 (Operação Big Hero,Walt Disney Studios, 2014)…Por trás do filme tem muita computação, muita pesquisa, para deixar cada vez mais perfeito e com qualidade. Um outro é o faceid do novo IPhone: Para que ele funcione, usaram reconhecimento facial. O algoritmo basicamente usa fotos do dono do IPhone para conseguir o reconhecer em diversas situações diferentes.”

Em 1986, a primeira animação curta da Pixar foi apresentada na SIGGRAPH, e desde então, a empresa apresentou inúmeras animações no fórum.

Ao ser questionada se ela voltasse para a SIGGRAPH de 2018, ela imagina que a conferência estaria diferente, focada em outros assuntos, Alice disse: “Acho que a conferência não estaria muito diferente, tenho vontade inclusive de voltar. Acho que os assuntos estariam mais ligados a “deep learning”(tema emergente dentro do campo de Inteligência Artificial) pois é o que está em alta agora. Provavelmente muitos trabalhos com reconhecimento de padrões para por exemplo, reconhecer objetos em uma cena, reconhecer a mesma pessoa em fotos diferentes, etc. E impressão 3D.”

E muito recentemente, desde 2008, foi criada a SIGGRAPH Ásia. Esta conferência acontece depois da SIGGRAPH original e a primeira foi em Singapura de 10 a 13 de Dezembro.

 

 

 

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