Em dezembro de 2017 se discutia a possibilidade de pôr fim a neutralidade de rede nos Estados Unidos. Confirmado pela Federal Communications Commissions (FCC – equivalente à nossa ANATEL), esse fechamento já tem data marcada, as regras que modificam a vida do internauta, entrarão em vigor, oficialmente no dia 11 de junho. A partir desse dia, as operadoras responsáveis pelo controle da banda larga, poderão limitar a internet do usuário.

Com o fim da neutralidade, o usuário não poderá mais navegar livremente pela internet, esse será limitado ao que consta em seu pacote, forçando a comprar aquele que privilegia determinados sites e serviços, as operadoras poderão favorecer parceiros comerciais e criar cobranças diferenciadas para certos tipos de navegação. A neutralidade permite que o tráfego dados seja igualitário em todos os sites, baseando-se apenas na velocidade da banda larga.

Apesar de essa ação ser aprovada pelo governo estadunidense, as corporações, que funcionam sem fundos lucrativos, como Facebook, Google, Pornhub, Mozila e Amazon, não concordam com o encerramento da neutralidade, visto que os favorecidos serão apenas as grandes empresas de telefonia e internet, entre elas a COMCAST e AT&T.

A Terra do Tio Sam, atualmente controlada pelo empresário Donald Trump, busca modificar todas as regulamentações propostas pelo governo Obama, que teve grande influência no Brasil. Seu planejamento irá modelar a internet e como o usuário se utiliza dela.

O Brasil se preocupa, devido a influência que leva dos EUA. Mas a neutralidade de rede é garantida pelo art. 9º da lei 12.965/2014, que diz: “O responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação”, decreto que assinado pela ex-presidente Dilma Roussef.

As operadoras brasileiras se utilizam do argumento parecido as americanas, de que seria necessário priorizar determinados conteúdos da internet, visto que tecnologia visaria em trazer segurança à sociedade.

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