Qual é o preço da segurança? Você abriria mão da sua liberdade para ter mais segurança na sociedade em que vive?

Através da câmera do meu celular eu filmo, tiro fotos e exponho algumas coisas da minha vida em redes sociais para que quem estiver interessado possa interagir e de alguma forma e participar daquilo.

A tecnologia nos ajuda em diversas áreas, facilita processos, acelera as comunicações e gera resultados rápidos. Cada vez mais nos tornamos mais dependentes da tecnologia e fazemos com que ela seja incorporada em nossas vide de uma forma simbiótica muitas vezes sem se quer pensar nas consequências. Mas ocorre que para tudo há um limite, e ainda que não façam tantos anos que a tecnologia atingiu um certo ápice.

Morar em uma metrópole causa desafios diários muitas vezes complexos e que necessitam de ajuda externa e de tecnologia para pode lidar, em várias cidades pelo mundo a tecnologia é um importante aliado da população para que se tenha o um bem-estar de uma sociedade. Uma delas, é a instalação de câmeras pela cidade com monitoramento por parte dos órgãos responsáveis e muitas vezes até com parcerias de setores privado, o caso de São Paulo.

 

As cidades são os maiores mostradores de tecnologia pode interferir na vida das pessoas, não só pelo fato de vermos famílias inteiras ou grupos de amigos em um restaurante por exemplo, imersos, todos, em seus celulares e tablets ultramodernos sem conversar. Há também outras situações que nos mantém reféns da modernidade, mas muitas vezes elas se passam despercebidas pelo tanto de informação que recebemos de uma vez só hoje em dia.

Em São Paulo, mais precisamente na capital, a prefeitura criou um projeto de monitoramento em tempo real sendo comandado pela própria prefeitura através da secretaria De Segurança Urbana. O projeto tem o objetivo de monitorar e assim inibir ou agir de alguma forma para que seja inibido ou esclarecido. Em janeiro de 2017 o monitoramento por parte da GCM era realizado por meio de 75 câmeras. Com a implementação do Projeto City Câmeras, o número de câmeras de monitoramento vem crescendo de forma exponencial, sendo que atualmente a Secretaria Municipal de Segurança Urbana e os demais órgãos de segurança contam com 1.497 (mil quatrocentos e noventa e sete) câmeras de monitoramento para detectar, prevenir e reagir às situações de emergência, ocorrências e manutenção do espaço público. Segundo dados da própria secretaria.

Confira no vídeo abaixo como funciona o programa :

Um programa como esse, nos faz pensar e analisar se de fatos temos mesmo privacidade me espaços públicos se essas imagens não implicam direta mente em nossas vidas. É claro que pode ser colocado em jogo a questão de quem não deve não teme, mas até onde vai os limites desse monitoramento? Essas imagens realmente estão sendo usadas apena para a proteção da pulação? Ou só trata de uma forma de condicionamento social?

Entrevistei o secretário de segurança urbana, Senhor coronel Jose roberto sobre os desafios de ter uma tecnologia tão poderosa sobre o poder de um órgão público.

(AUDIO)

É notável que a tecnologia tem uma evolução progressiva intensa, mas e a humanidade? Estamos evoluindo nosso lado humano? Precisamos de um movimento que valorize as características naturais do homem, a privacidade é algo de direito dos seres humanos. O que não nos damos conta é que a tecnologia está tomando direitos naturais em prol de um “bem” maior.

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